16/09/2016

16/09/2016

Samsung não trata clientes de igual forma


Os tempos não estão nada fáceis para a Samsung. Toda a novela que envolve o seu mais recente smartphone está a ser uma questão difícil de gerir, com os problemas a sucederem-se sem que pareçam ter fim.

Há que louvar a celeridade com que a Samsung reconheceu existir um problema, informando os seus clientes do mesmo. A ordem era bem clara, os Note 7 deveriam ser devolvidos.

Infelizmente, continuam a existir distraídos/teimosos que se mantêm a utilizar o Note 7, o que tem dado origem a mais casos de explosão. Bastava aos utilizadores seguirem a sugestão da marca e tudo seria evitado, para beneficio de todas as partes.

Problemas desta gravidade requerem medidas drásticas, pelo que não se estranhou uma eventual desactivação remota dos terminais. Esta acabou por não ter confirmação oficial, tendo a Samsung se limitado a uma actualização que reduz a carga da bateria para um máximo de 60%, valor que deverá permitir o carregamento sem perigo de explosão.


Os EUA são conhecidos por ser uma fonte de casos insólitos, razão que poderá ter levado a Samsung a criar uma página onde os utilizadores podem introduzir o IMEI do seu terminal para saber se o mesmo faz parte do leque de equipamentos que pode explodir. Em caso afirmativo, deverão proceder à devolução, sendo colocadas 3 opções à sua disposição:

  • Trocar um no novo Note 7
  • Trocar por um Galaxy S7 ou S7 Edge com devolução da diferença
  • Devolução do dinheiro da compra 

Quem trocar o Note 7 irá igualmente receber $25.



Por cá, a Samsung é bastante mais comedida. Os $25 de bónus não são oferecidos ao cliente, que só pode optar por um Note 7 novo ou S7/S7 Edge com devolução da diferença de preço. A opção de devolução do valor total simplesmente não existe. É certo que muitas lojas até dão esta opção nos primeiros 15 dias, mas não é feita qualquer referência à mesma.

Cada mercado tem as suas leis e especificidades, mas não ficava nada mal à Samsung tentar equilibrar a situação ao máximo, para não dar esta ideia de clientes de primeira e de segunda.

2 comentários:

  1. Sim, mas a legislação portuguesa protege o consumidor. Se existe uma não conformidade com o bem adquirido no prazo de garantia (2 anos a contar da data de aquisição) o consumidor pode optar pela resolução do contrato e receber o valor integralmente pago. Pode ainda optar pela substituição do bem, reparação ou receber um valor parcial relativo à perda de valor do bem. Atenção que é o consumidor que decide e não o vendedor/fornecedor. Caso o vendedor levante problemas, basta fazer uma reclamação do livro de reclamações e fazer chegar a mesma à ASAE. Basta fundamentar a reclamação com as leis de garantias para o consumidor.

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    1. De todas as vezes que tive problemas do género, foi uma carga de trabalhos para conseguir a devolução do dinheiro.

      Este tem uma natureza diferente, é global.

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