04/09/2020

04/09/2020

Google e Apple dispensaram apps para alertas do Covid-19


Depois de todo o investimento feito na criação de uma app nacional de contact tracing que usa a API criada pela Apple e pela Google, eis que estas disponibilizam um novo sistema que dispensa a necessidade da app.


O sistema de contact tracing desenvolvido pela Apple e pela Google encarrega-se da gestão de identificar e registar os smartphones próximos de forma supostamente anónima, mas continuava a ser necessária uma app - que em Portugal é a Stayaway Covid - para tirar partido disso (que, na maioria dos casos faz com que a app se limite a ser um interface de acesso à API, embora cada país esteja livre para lhe adicionar a complexidade que assim entender.) Mas agora, isso deixa de ser necessário.

A Apple e Google expandiram o seu sistema de contact tracing, agora disponibilizando um Exposure Notifications Express, que na prática permite aos países aceder directamente ao sistema e lançar as respectivas notificações de alerta para os cidadãos, sem necessidade de criarem as suas próprias apps.

O sistema não impede que os países continuem a usar as suas próprias apps dedicadas, mas facilitará a vida a todos os que estiverem com dificuldades em criá-las.

Relembro que as críticas a este tipo de apps são muitas; e que temos assistido a verdadeiras barbaridades na comunicação social, de pessoas que dão a entender que a app funcionará como um sistema de alarme que imediatamente as alertará caso estejam na proximidade de uma pessoa infectada. Não é assim que a app funciona, e a app em nada evitará que se fique contagiado - nem tão pouco assinalará sequer situações em que estejam estado ao lado de alguém infectado, mas "apenas" por 5 ou 10 minutos.

Daí que, com app ou sem ela, o importante será manter todas as medidas preventivas: uso de máscara, lavagem e desinfecção das mãos e superfícies, distanciamento social, etc. Estamos prestes a entrar em época de regresso às aulas, e as próximas semanas irão ser críticas para se avaliar a evolução do Covid-19, para que se evite a necessidade de recorrer a medidas mais extremas como o confinamento que paralisou o país no segundo trimestre deste ano.

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