31/08/2017

31/08/2017

Crianças preferem smartphone ao PC


As crianças não nascem ensinadas, mas têm uma capacidade de aprender rapidamente. De vez em quando dou por mim a olhar para miúdos (e graúdos) a jogar com um gamepad, algo que para mim é uma verdadeira façanha, pois eu sou mais teclado e rato, ou até mesmo teclas do cursor.


A Kaspersky Lab publicou um relatório sobre descobertas feitas em computadores utilizados por crianças. Entre outras coisas, é possível concluir que, em média, as crianças a nível mundial comunicam, jogam e têm acesso a conteúdos adultos em menor quantidade do que há um ano, mas acedem a websites com informações sobre drogas, álcool e tabaco com mais frequência. Estes temas são de particular interesse às crianças da América do Norte, Oceânia e Europa Ocidental.

O relatório, que abrange os 12 meses entre maio de 2016 e abril de 2017, mostra estatísticas anónimas das soluções da Kaspersky Lab para Windows e Macs com o Controlo Parental instalado, e apresenta dados de visitas ou tentativas de visitas a sites com conteúdo potencialmente perigoso, inseridos numa das setes categorias já pré-definidas*: comunicação online; álcool, tabaco, narcóticos; jogos de computador; software, áudio e vídeo; e-commerce; linguagem explícita; conteúdos para adultos.

As crianças acederam a plataformas de comunicação (como redes sociais, messengers ou e-mails) em 61% dos casos comparado com 67% nos 12 meses anteriores (maio de 2015 a abril de 2016). Os jogos caíram de 11% para 9% e os sites de conteúdos adultos representam agora 1.2% em vez de 1.5%. Paralelamente, acessos a páginas que contém informação sobre drogas, álcool e tabaco representam agora 14%, face aos 9% no ano anterior. O interesse em páginas com software, áudio e vídeo aumentou também: 6% vs. 3%.

“Estamos perante uma grande alteração nas atividades online das crianças, de computadores a dispositivos móveis. As crianças agora só utilizam os computadores para aceder a sites que não têm uma aplicação móvel ou que são mais fáceis de ver em ecrãs maiores. Isto pode explicar o porquê dos acessos a plataformas de comunicação no computador ter diminuído mas a proporção de páginas com temas sobre “álcool, tabaco ou narcóticos” ter aumentado. A diminuição no acesso a jogos não significa que as crianças joguem menos, a verdade é que entram em menos sites mas passam várias horas a jogar nos mesmos”, afirma Alfonso Ramírez, Diretor Geral da Kaspersky Lab Iberia.

O relatório demonstra ainda que as crianças mais conversadoras vivem no mundo árabe onde 89% revela usar plataformas de comunicação. As crianças norte-americanas são as que menos usam o computador para esse propósito – apenas 28% dos casos. Sites sobre narcóticos, álcool e tabaco são mais populares na América do Norte (32%), Oceânia (30%) e Europa Ocidental (26%), enquanto as crianças do mundo árabe têm menos probabilidades de aceder a estes – apenas 3% dos casos. A categoria de jogos segue o mesmo padrão: é mais popular na América do Norte (20%), Oceânia (20%), Europa Ocidental (18%) e menos popular no mundo árabe (2%). Curiosamente, o Extremo Oriente** destaca-se na categoria de e-commerce, representando 13% das deteções face à média global de 5%. Crianças no Extremo Oriente também acedem mais vezes a websites de software e conteúdo adulto que as crianças de outras regiões.

As soluções Kaspersky Total Security e Kaspersky Internet Security para os consumidores incluem um módulo de Controlo Parental para ajudar os adultos a proteger as crianças contra ameaças online e bloquear sites ou aplicações com conteúdos inapropriados. A Kaspersky Lab oferece também a solução Safe Kids que permite aos pais monitorizar o que as crianças veem, fazem ou procuram na internet em todos os dispositivos, incluindo os móveis, e ter acesso a dicas úteis sobre como ajudar as crianças a navegar de forma segura.

*As 14 categorias de websites que podem ser bloqueadas pelo módulo de Controlo Parental nas soluções da Kaspersky Lab: Conteúdo para adultos; Álcool, tabaco e narcóticos; Jogos de computador; E-Commerce; Linguagem explícita; Apostas, lotarias e concursos; Sites http de redireccionamento de pesquisas; Sites de comunicação; Procura de trabalhos; Sites de notícias; Associações e sites religiosos; Software, áudio e vídeo; Violência; Armas, explosivos e pirotécnicos.

**A região do Extremo Oriente no relatório inclui a China, Singapura, Hong Kong, Macau, Taiwan, Japão e Coreia do Sul.

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