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20/03/2023

20/03/2023

Android Vishing Malware ataca sector bancário (na Coreia do Sul)


Ainda anda por longe, mas rapidamente pode cá chegar, pelo que há que continuar a ter toda a atenção, para não correr riscos. 

Check Point Research (CPR) alerta sobre novos vishing malware concebidos para oferecer empréstimos falsos de instituições financeiras líderes a pessoas na Coreia do Sul. Denominado "FakeCalls", o malware Android imita aplicações de e-banking para fornecer falsas ofertas de empréstimos com taxas de juro baixas, a fim de atrair as suas vítimas a confirmar os seus números de cartão de crédito através de chamadas telefónicas fraudulentas.

Este tipo de ataque é conhecido como "vishing", ou seja phishing de voz.

 

O Esquema de Ataque

A ideia por detrás do phishing de voz é enganar a vítima, fazendo-a pensar que existe um verdadeiro empregado do banco do outro lado da chamada. Quando a conversa desenrola, o número de telefone dos operadores de malware, desconhecido da vítima, é substituído por um número bancário real.

 

As vítimas ficam então com a impressão de que a conversa é feita com um banco real e o seu empregado real. Uma vez estabelecida a confiança, a vítima é enganada para "confirmar" os detalhes do cartão de crédito na esperança de se qualificar para o empréstimo (falso).


 


Técnicas de Evasão

Os criadores de malware prestaram especial atenção à proteção do seu malware, utilizando várias evasões únicas que não tínhamos visto anteriormente. O CPR viu várias formas de como os criadores de malware tentaram manter os seus verdadeiros servidores de Comando e Controlo (C&C) escondidos: lendo os dados via solucionadores dead drop Google Drive ou utilizando um servidor Web arbitrário. No total, a CPR descobriu mais de 2500 amostras do malware FakeCalls que utilizavam uma variedade de combinações de organizações financeiras imitadas e implementaram técnicas anti-análise.

 

Alexander Chailytko, Cyber Security, Research & Innovation Manager na Check Point Software comenta: "Detetámos um novo malware de phishing de voz a imitar instituições financeiras que são nomes familiares na Coreia do Sul. FakeCalls malware possui a funcionalidade de um canivete suíço, capaz não só de conduzir o seu objetivo principal mas também de extrair dados privados do dispositivo da vítima. Os criadores de malware tiveram especial cuidado com os aspetos técnicos da sua criação, bem como com a implementação de várias técnicas anti-análise únicas e eficazes. Além disso, conceberam mecanismos para a resolução disfarçada dos servidores de Comando e Controlo por detrás das operações. Os truques e abordagens utilizados neste malware em particular podem ser reutilizados noutras aplicações destinadas a outros mercados em todo o mundo. Recomendo vivamente aos utilizadores do Android na Coreia do Sul que não forneçam qualquer informação pessoal por telefone e desconfiem de chamadas telefónicas a partir de números desconhecidos".

 

Como Ficar Seguro:

  1. Não forneça qualquer informação pessoal por telefone
  2. Esteja atento a pausas ou atrasos invulgares antes de uma pessoa falar
  3. Evitar responder a chamadas telefónicas desconhecidas
  4. Pedir ao autor da chamada para verificar ou transmitir factos chave, tais como o URL do website ou o seu título de emprego
  5. Não pressione nenhum botão ou fale qualquer resposta a qualquer mensagem automática, pois os cibercriminosos podem gravar a sua voz
 
24/01/2023

24/01/2023

Check Point divulga lista do malware mais procurado em Dezembro de 2022



A Check Point Research, publicou o seu último Índice Global de Ameaças para Dezembro de 2022. 


Top Mobile Malwares

Este mês, o Anubis manteve o primeiro lugar como o malware móvel mais difundido, seguido pelo Hydra e o Joker.

 

1.             Anubis - Anubis é um malware de Trojan bancário concebido para telemóveis Android. Desde que foi inicialmente detetado, ganhou funções adicionais, incluindo a funcionalidade Remote Access Trojan (RAT), keylogger e capacidades de gravação de áudio, bem como várias funcionalidades de resgate. Foi detetado em centenas de diferentes aplicações disponíveis na Loja Google.

 

2.             Hiddad - O Hiddad é um malware de distribuição de anúncios, que visa dispositivos android. Este malware simula aplicações legítimas e depois é lançado nas lojas de aplicações não oficiais. A sua principal função é a de exibir anúncios, mas também pode obter acesso a detalhes chave de segurança integrados no sistema operativo.

 

3.             AlienBot - AlienBot é um Trojan bancário para Android, comercializado no underground como Malware-as-a-Service (MaaS). Suporta keylogging, sobreposições dinâmicas para roubo de credenciais, bem como colheita de SMS para desvio 2FA. Capacidades adicionais de controlo remoto são fornecidas utilizando um módulo TeamViewer.

 

O Índice de Impacto da Ameaça Global da Check Point e o seu Mapa ThreatCloud é impulsionado pela inteligência ThreatCloud da Check Point. A ThreatCloud fornece inteligência de ameaça em tempo real derivada de centenas de milhões de sensores em todo o mundo, através de redes, endpoints e telemóveis. A inteligência é enriquecida com motores baseados em IA e dados de pesquisa exclusivos da Check Point Research, o braço de inteligência e pesquisa da Check Point Software Technologies. 

 

A lista completa das dez principais famílias de malware em Dezembro pode ser encontrada no blogue Check Point.

 


 
18/08/2022

18/08/2022

Smartphones continuam na mira dos cibercriminosos


Conheça alguns dos tipos de ataques mais frequentes.  



Uma das principais conclusões do mais recente Threat Landscape Report, relatório bianual desenvolvido pela S21sec, é de que os dispositivos móveis se tornaram um dos principais alvos dos cibercriminosos nos primeiros seis meses do ano, com um aumento significativo na atividade de malware móvel.

 

De acordo com o Relatório Digital Global Statshot publicado em abril de 2022, das 7,93 mil milhões de pessoas na Terra, 67% da população mundial utiliza atualmente um dispositivo móvel. Isto significa que mais de 5,32 mil milhões de pessoas em todo o mundo têm um dispositivo móvel, armazenando cada vez mais informação sensível tanto na memória do dispositivo como na cloud: desde fotografias pessoais a dados bancários, palavras-passe e informação da empresa onde trabalham. Desta forma, os cibercriminosos encontraram um novo alvo para os seus ataques, com a capacidade de aceder a conteúdos armazenados em smartphones e comprometer qualquer informação relacionada com o utilizador.

 

"Como tem sido o caso nos últimos anos e nos primeiros seis meses de 2022, tem havido um aumento na atividade de malware móvel. Os cibercriminosos acrescentaram smartphones e tablets à lista de alvos prioritários, o que levou a um aumento das ciber ameaças que visam especificamente estes dispositivos", refere Hugo Nunes, responsável da equipa de Intelligence da S21sec em Portugal.

 

 

Segundo o relatório bianual da maior empresa de serviços de cibersegurança da Península Ibérica, existem quatro vias para a distribuição de malware que tem como alvo os dispositivos móveis:

·         Ataques de smishing: os atacantes substituem a identidade de aplicações, de entidades bancárias, de lojas ou de empresas transportadoras. Enviam mensagens que incluem geralmente uma página fraudulenta que pede ao utilizador informações pessoais para roubar credenciais ou um URL que direciona para uma página onde será descarregado malware.

·         Utilização de Pop-Ups: anúncios em páginas web que incitam os utilizadores a descarregar uma aplicação. Foram observados muitos casos em que os cibercriminosos incitam as suas vítimas a instalar atualizações falsas de software comum.

·         Mercados não oficiais de aplicações: este é um dos principais locais onde o malware é distribuído. Disponilizam em mercados não oficiais aplicações que parecem legítimas mas que na realidade são malware ou copiam a aplicação fidedigna, para evitar que o utilizador se aperceba de que é falsa, acrescentando-lhe posteriormente código malicioso.

·         Aplicações com malware em mercados oficiais como o Google Play ou Apple Store: Embora tenham medidas de segurança internas para evitar que aplicações com código malicioso estejam disponíveis para download, tem havido inúmeros casos em que uma aplicação de aspeto legítimo é na realidade uma app que contém alguma forma de malware. 
12/07/2022

12/07/2022

Dicas para uma palavra passe segura


Como a segurança nunca é de mais, 5 dicas para melhorarem as vossas passwords. 


A Check Point Software partilha as cinco principais práticas que devem ser aplicadas na criação de palavras-passe seguras e robustas:

 

  1. Utilize Uma Combinação de Caracteres: Ter uma password composta por frases simples ou de datas significativas para a vida pessoal do utilizador é uma prática muito comum. No entanto, este hábito enfraquece seriamente uma palavra-passe, uma vez que informações como aniversários podem ser facilmente descobertas por cibercriminosos. Para evitar isto, deve utilizar-se sempre uma sequência aleatória composta por uma combinação de diferentes números, letras e símbolos para cada plataforma.
  2. Uma Password Diferente Para Tudo: Com tantas aplicações e serviços que agora requerem detalhes de login, é tentador repetir a mesma palavra-passe para todos eles, mas isto é uma má ideia. Tal como não temos a mesma chave para abrir a nossa casa, escritório ou carro, não devemos usar a mesma palavra-passe, pois isto só facilita aos hackers o acesso a toda a nossa vida digital. Se achar que é difícil lembrar-se de tudo, pode sempre ter a ajuda de um gestor de senhas para gerir e gerar diferentes códigos de acesso robustos.
  3. Quanto Maior, Mais Forte: É verdade que quanto mais longa for uma combinação, mais difícil é de lembrar. Mas é uma das melhores formas de manter a informação segura, por isso certifique-se de usar pelo menos 8 dígitos para reforçar os níveis de segurança.
  4. Fazer Mudanças Regulares: Alterar regularmente a sua palavra-passe pode parecer um desafio quase impossível. No entanto, isto pode ser facilitado utilizando o mesmo padrão básico e adicionando diferentes combinações a partir daí. Desta forma, será mais fácil de lembrar e mais fácil de alterar regularmente.
  5. A Autenticação de Dois Fatores é o Seu Melhor Amigo:  Embora a adoção de todas as medidas acima referidas melhore certamente a eficácia de uma senha, é também essencial implementar uma autenticação multifator. Isto porque estão constantemente a surgir novas ameaças, portanto, para garantir a sua total proteção, o facto de ser alertado sempre que um atacante ou pessoa não autorizada quiser aceder à sua conta só irá protegê-lo mais.

  
28/01/2022

28/01/2022

3 dicas de segurança




Da colecção " a segurança não ocupa lugar". 



Check Point Software Technologies Ltd. , fornecedor líder de soluções de cibersegurança a nível global, assinala o Dia Europeu da Proteção de Dados relembrando 3 práticas que contribuem para uma maior proteção dos dados pessoais e profissionais.

 

  1. Atualizar softwares: A Check Point aconselha seriamente todas as empresas a dispor, a todos os momentos, das mais recentes atualizações dos programas, aplicações e ferramentas necessárias à atividade corporativa. Uma atualização é, por norma, um melhoramento de um dado sistema, na qual se incluem patches de segurança que permitem a resolução de potenciais brechas de segurança. Assim, atualizar periodicamente todos os softwares empresariais terá um impacto significativo na minimização do risco de ser vítima de um ataque, aumentando o nível de segurança das organizações.
  2. Proteger os dispositivos móveis: De acordo com a Check Point Research, 0,8% das empresas portuguesas são impactadas por malware móvel por semana, em média. Com a generalização do trabalho remoto, a superfície de ataque aumentou, estendendo-se aos dispositivos móveis que agora operam em diferentes ambientes, para lá do escritório. Proteger estes dispositivos é selar possíveis vetores de ataque, o que, em si, minimiza a possibilidade de sofrer um ciberataque.
  3. Soluções anti-phishing: O phishing continua a ser uma tática de ataque bastante utilizada pelos ciberatacantes. O último Brand Phishing Report da Check Point dava conta de que a DHL é, atualmente, a marca mais utilizada para ataques de phishing, seguida pela Microsoft e pelo WhatsApp. Fica claro que os ciberatacantes continuam a procurar tirar proveito da generalização das compras online, do trabalho remoto e das redes sociais. Este cenário requer especial atenção a e-mails desconhecidos, especialmente se forem enviados anexos e links. A implementação de soluções especializadas anti-phishing que consigam detetar e bloquear estas ameaças é uma medida importna

 

Rui Duro, Country Manager da Check Point Software Technologies em Portugal

 

No final de 2021, a Check Point Research deu nota de que os ciberataques contra redes empresariais no mundo aumentaram escandalosamente, 50% em relação ao ano anterior. Em Portugal, sabemos que o aumento foi de 81%. A educação/investigação foi o setor mais visado, tanto a nível global como nacional, com as instituições portuguesas a registar uma média semanal de 2480 ataques por semana. Seguiram-se as organizações ligadas à saúde e os organismos públicos e do setor militar, em clara evidência de que para os atacantes não há zonas proibidas quando se trata de lucro. No Security Report de 2022 que lançámos, reparamos que o e-mail continua a ser um vetor popular para distribuir malware. Em Portugal, 89% dos ficheiros maliciosos chegam aos utilizadores via e-mail. Para lá do mundo empresarial, tornou-se claro também que os ataques em larga escala a infraestruturas críticas, como o incidente com a Colonial Pipeline, têm tido um impacto bastante real na vida das pessoas, ameaçando até a sua segurança física.

 

O Dia Europeu da Proteção de Dados é o memorando perfeito para indivíduos e empresas avaliarem o que chamamos de higiene de segurança, isto é, os seus protocolos de segurança e as práticas que garantem (ou não) a segurança dos seus dados. A Check Point está a começar 2022 com uma nova direção estratégica que segue o mantra: Merece a Melhor Segurança. Apesar de a adoção das práticas recomendadas por este dia ser um primeiro passo importante, é apenas isso: um primeiro passo. Mais do que nunca, quando o tema é a defesa dos seus recursos perante uma paisagem de ameaças cada vez mais sofisticada, sabemos que as empresas não se podem dar ao luxo de se contentar com o segundo melhor. Por isso mesmo, trabalhamos arduamente em tecnologias de ponta, como as recentemente anunciadas firewalls Quantum Lightspeed, e é por isso também que cada uma das nossas soluções de software é potenciada pela nossa plataforma global de inteligência em tempo-real.”

  
20/11/2021

20/11/2021

Dicas para melhorar a segurança dos smartphones

Como a segurança não ocupa lugar, aqui ficam algumas dicas. 

Com o aproximar da Black Friday, Cyber Monday e, logo a seguir, o período relacionado com as compras de Natal, os smartphones, smartwatches, tablets ou portáteis, são alguns dos produtos que mais se destacam. Caso não tenha atenção a alguns aspetos poderá ‘abrir a porta’ a um hacker, permitindo que este o ataque. Assim, a S21sec, a maior empresa de serviços de cibersegurança da Península Ibérica, partilha quatro dicas para aumentar a segurança na utilização destes dispositivos:

Características de segurança

Antes de adquirir qualquer equipamento, procure entender quais os tipos de características e funções de segurança que este possui, as vantagens, desvantagens e riscos associados às suas necessidades específicas e à utilização do equipamento.

Altere as passwords

Após comprar um equipamento novo, deverá trocar imediatamente des passwords pré-existentes no mesmo. A maioria dos dispositivos eletrónicos vem com uma palavra-chave padrão. Deve definir passwords fortes e exclusivas para cada dispositivo que possui.

Atualização frequente de equipamentos

Mantenha os seus equipamentos sempre actualizados, procure atualizar os seus equipamentos com frequência, tanto o Sistema Operativo como todas as aplicações existentes no equipamento. Os atacantes estão constantemente a procurar vulnerabilidades em softwares. Caso o equipamento necessite conhecimento técnico, procure ajuda de um especialista.

Use a autenticação de dois fatores

A utilização de credenciação com a palavra-passe e um código de segurança que lhe é enviado para outro dispositivo que possui, tornará mais difícil a entrada dos atacantes nos seus dispositivos.

"No meio de toda a vontade natural em explorar um novo smartphone ou associar um outro dispositivo a outros que já temos, há que ter em conta que temos de ter alguns cuidados iniciais para reforçar o nível de proteção. Os hackers estão sempre atentos a novas formas de roubar dados ou causar algum outro tipo de dano e, por isso, é importante mantermo-nos seguros, protegendo os dispositivos que usamos diariamente com passos tão simples como aqueles que aqui partilhamos”, explica Hugo Nunes, Team Leader de Threat Intelligence na S21sec em Portugal. 
25/10/2021

25/10/2021

Antivirus - uma ferramenta a não descurar

Antivirus, algumas sugestões para terem em conta.

Quando se pensa na proteção de computadores pessoais – sejam eles de mesa, portáteis e até de bolso –, uma das primeiras aplicações que vem à cabeça são os antivírus. Embora não sejam os únicos softwares responsáveis pela proteção de sua máquina, são talvez os mais populares.


Na verdade, os antivírus (até mesmo o do Windows) são eficazes, mas não trabalham sozinhos na proteção dos equipamentos e dados. Para uma segurança reforçada, é desejável garantir uma série de procedimentos e de ferramentas adicionais.


A título de exemplo, uma das formas de se manter seguro, é estar atento à engenharia social. Nestes tipos de golpes, os utilizadores são enganados por bandidos ou hackers mal intencionados e, normalmente, enviam seus dados sem que o meliante o obrigue a tal. 


Quando recebe um link oferecendo dinheiro fácil ou uma mensagem amorosa de alguém que nunca viu na vida, com um anexo para ser aberto, não são mais que truques de engenharia social. Ao clicar no endereço ou abrir o ficheiro, pode infectar a sua máquina ou enviar dados pessoais a terceiros – sem ter sido obrigado a isso, basicamente foi enganado. 


Estes são alguns exemplos de truques de engenharia social que poderá evitar, com alguns procedimentos simples. A sugestão, nesses casos, é ficar atento, "esperto" e desconfiar sempre do parece ser fácil demais. 


Entretanto, regressemos aos antivírus. A seguir, de forma sucinta, damos algumas informações importantes sobre essas ferramentas de proteção.


Há diversas marcas e sistemas de antivírus no mercado, como de resto vamos apresentando no blog. Caso esteja à procura de um bom programa de proteção, pode consultar um overview detalhado dos antivírus da McAfee, para escolher o seu. Trata-se de uma das marcas mais conhecidas quando o tema é segurança de eletrónica.


Entretanto, antes (e mesmo depois) de escolher seu programa de segurança, é importante saber algumas informações importantes seu respeito. Com isso, pode maximizar seu uso e aumentar sua proteção no dia a dia – seja no computador de casa, do trabalho, no tablet ou no smartphone.


Mantenha-os atualizados, sempre!


De nada adianta ter um bom programa para bloquear vírus e ameaças digitais, se você os mantém desatualizados. É por isso criminosos do mundo digital criam e desenvolvem novas ameaças diariamente. 

Um antivírus desatualizado, é tão útil como um peso para papel na proteção a ameaças digitais, vale zero.. Por isso, mantenha-o sempre atualizado – as bibliotecas de proteção dos fabricantes são atualizadas diariamente. 


Caso não queira se preocupar com isso, é possível programar o antivírus para realizar a tarefa automaticamente e também em horários em que o computador está em standby (por exemplo, de madrugada). Assim, não perde tempo à espera que o PC atualize tudo para poder usá-lo.


Serviços adicionais


Boa parte dos antivírus do mercado oferecem funções que vão além da proteção da máquina em si. Há opções de programas que contam com firewall, por exemplo. Outros, com soluções que permitem o utilizar o mesmo tanto em desktop como em smartphones.


Mais serviços podem ser uma boa opção. Fica com uma só solução na sua máquina e não precisa ficar a escolher, atualizar e instalar diferentes softwares, isto porque os programas de proteção tendem a ser robustos e atuar no sistema operativo como um todo. Ao ter uma solução all-in, a tendência de conflitos diminui exponencialmente. 


VPN e proteção para os pais


Alguns bons programas de antivírus tem até mesmo funções avançadas e extremamente específicas. Entre elas, algumas das mais procuradas são as VPN, proteção para os pais e suporte de redes sem fios. 


Quanto ao suporte a wi-fi, é sabido que boa parte dos ataques exteriores chegam via redes não seguras. Por isso, é necessário aumentar sua proteção nesta área. 


Routers de última geração são potentes – mas nem sempre garantem o nível de segurança desejado. Com um antivírus que garanta a inviolabilidade do seu gadget, você poderá navegar evitando dores de cabeça quanto a invasores indesejados.


No caso de proteção para os pais, o programa basicamente impede os filhos de realizar determinadas ações no mundo digital, permitindo igualmente monitorizá-los. Com isso, aumentam-se os cuidados com os mais novos – que, atualmente, estão cada vez mais expostos a conteúdos prejudiciais. 


Já no caso da VPN, pode ser uma ótima opção para quem quer navegar anonimamente na internet. Do inglês virtual private networks (daí a sigla VPN), essas soluções criam redes privadas virtuais.


Resumidamente, ao instalar um programa de VPN no seu computador, consegue navegar "anonimamente" pela internet, já que ele camufla seus dados. 


Com isso, consegue, por exemplo, aceder a conteúdos restritos ao seu país (dado que o sistema não sabe onde você está). É possível, por exemplo, entrar no catálogo da Netflix dos Estados Unidos ou consumir algum outro serviço de streaming em outro lado do mundo.


Facilidade de uso é importante


Ao optar por antivírus, é importante ter em conta dois aspectos: suporte técnico e facilidade de utilização.


O suporte da empresa é essencial, caso não seja um expert quando o assunto é tecnologia ou mesmo segurança digital. Isso porque se o seu programa antivírus parar ou falhar, vai estar desprotegido. 


Assim sendo, analise as possibilidades de ajuda do fabricante. Muitos trabalham com suporte via e-mail, via mensagem ou notificações. É importante verificar também em quanto tempo costumam dar retorno a quem os procura. Uma busca no Google ou em sites de reclamação, esclarecem-lhe esse ponto.


Por fim, outro ponto que conta muito a favor de um antivírus é sua interface. Quanto mais intuitiva melhor. Mesmo porque com a série de recursos adicionais que um antivírus de ponta tem, melhor será se tudo o que deseja fazer estiver a menos de dois cliques de distância.


Configurações confusas ou que precisam de muitos passos para serem ativadas tendem a ficar esquecidas. E já que vai escolher a melhor e mais completa opção que se encaixe nas suas necessidades e gostos, o ideal será usar ao máximo sua ferramenta de proteção. 


De forma geral, estas são alguns dos aspectos mais importantes sobre os principais antivírus do mercado. Antes de escolher o seu, analise as características de cada um com cuidado e paciência – essa é outra dica fundamental para aumentar sua segurança no mundo digital.


21/08/2021

21/08/2021

Apps de encontros ainda são fonte de preocupação


Estão mais seguras, mas ainda com problemas de segurança. 


Desde robôs que nos fazem companhia a inteligência artificial (AI) que nos ajuda a escolher o parceiro perfeito, a tecnologia tornou-se permanentemente interligada ao namoro e à descoberta do amor, especialmente após um ano e meio de confinamento que fez das ligações digitais o único meio possível para nos mantermos em contacto. Para compreender as implicações de segurança desta tendência, os investigadores da Kaspersky realizaram um estudo a nove aplicações de encontros populares para avaliar a sua segurança - e, em comparação com pesquisas anteriores de 2017, descobriram que as apps de encontros tornaram-se mais seguras do ponto de vista técnico, mas ainda representam um risco significativo ao nível da informação pessoal sobre os utilizadores, deixando-os vulneráveis a ameaças como cyberstalking e doxing.


Conhecer o amor da sua vida numa festa parece uma coisa do passado com as plataformas de encontros online a experienciar um enorme crescimento graças à pandemia. O Tinder atingiu um recorde de três mil milhões de swipes num único dia em março de 2020, enquanto OkCupid registou um enorme aumento de 700% em encontros entre março e maio do mesmo ano. Tendo em conta esta popularidade crescente, a Kaspersky decidiu replicar o seu estudo de 2017 sobre o panorama das apps de encontros, com o objetivo de concluir o que melhorou e o que não melhorou ao nível da sua segurança.

Para este novo estudo, a Kaspersky analisou nove aplicações de encontros populares e altamente qualificadas com bases de utilizadores globais: Tinder, Bumble, OkCupid, Mamba, Pure, Feeld, Her, Happn e Badoo. Em comparação com 2017, a empresa de cibersegurança concluiu que, embora as aplicações de encontros se tenham tornado mais seguras do ponto de vista técnico, principalmente no que diz respeito à transferência de dados, ainda subsistem grandes riscos em termos de privacidade. 
19/08/2021

19/08/2021

Segurança do Google Play Protect fica aquém do esperado

O sistema de protecção da Google nos Android - o Google Play Protect - ficou em último lugar numa análise de apps de segurança para Android.

A confiança depositada no Google Play Protect para manter os Android em segurança poderá estar a ser sobrevalorizada, ou assim indica um estudo que analisou o comportamento de 15 apps de protecção ao longo do primeiro semestre de 2021. O Google Play Protect não só teve más prestações ao detectar apenas 68.8% do malware (quando cinco apps detectaram 100%), como conseguiu a proeza de ser o pior classificado de todas as 15 apps testadas, ficando na última posição.
O Google Play Protect teve ainda a agravante de ter feito a falsa identificação de 70 apps inofensivas como sendo maliciosas.

Quanto às apps que detectaram 100% do malware apresentando ao longo desses seis meses, foram as apps de segurança da Bitdefender, G DATA, McAfee, NortonLifeLock, e Trend Micro. Mas, piorando a situação para a Google, todas as demais apps até à 14ª posição, tiveram resultados sempre na casa dos 99% - o que deixa os 68.8% do Google Play Protect como estando num patamar verdadeiramente inaceitável.

09/08/2021

09/08/2021

Google encaminhou utilizadores para browser Brave com malware

Foi detectada uma campanha que usava publicidade da Google para direccionar os utilizadores para uma versão do Brave com malware.

É incrível como, com tanta conversa sobre a preocupação com a segurança, empresas como a Google (e não só) pareçam deixar essas preocupações de lado quando se trata de ganhar dinheiro com isso. Foi precisamente isso que estava a acontecer com quem pesquisasse pelo browser Brave no motor de pesquisa da Google, que lhes podia apresentar publicidade fraudulenta sobre o browser (melhor posicionada que o resultado para o site oficial), e que direccionava as potenciais vítimas para um site falso bravē.com (usando um e com acento para tentar apanhar os mais distraídos) - e que até contava com certificado de segurança para inspirar maior confiança.
Uma investigação revelou que o mesmo servidor estava também a alojar outros sites fraudulentos com domínios registados pela mesma empresa, que também tinham como objectivo fazerem-se passar por sites populares, como: screēncast.com, flīghtsimulator.com, ēxodus.com, torbrōwser.com, tēlegram.com, etc. Todos eles usando a táctica de usar domínios com letras com acentos, para se fazerem passar pelos sites legítimos.

A grande diferença é que quando os visitantes fizerem o download dos programas nestes sites, receberão versões modificadas com malware incluído, que permitirá espiar tudo aquilo que fazem nos seus computadores.

Tenham muito cuidado com aquilo em que clicam para chegar a um site supostamente oficial, até mesmo quando se trata de algo que é apresentado pela Google - que, como aqui ficou demonstrado, até pode estar a promover sites maliciosos com maior proeminência do que os sites oficiais.

07/08/2021

07/08/2021

Google Play força etiquetas de privacidade para Abril 2022

Depois da Apple, também a Google se prepara para tornar obrigatórias etiquetas de privacidade nas apps na Google Play Store a partir de Abril de 2022. 

A crescente sensibilização pública para as questões da privacidade têm pressionado os gigantes tecnológicos a dedicarem mais atenção a essa questão - que tradicionalmente poderiam preferir deixar ficar longe do escrutínio público. A Apple foi a primeira a adicionar etiquetas de privacidade às apps na App Store, e em breve o mesmo acontecerá com a Play Store da Google, mais concretamente, a partir de Abril de 2022.

A ideia é dar aos utilizadores uma visão mais clara sobre o tipo de dados que são recolhidos, com que objectivo, e potencialmente partilhados, pelas apps.

A medida é sempre positiva, apesar da maioria das pessoas tratar esta informação como mais uma das muitas coisas que opta por ignorar. Pelo menos deixarão ter a "desculpa" de dizer que não sabiam que determinada app recolhia tudo e mais alguma coisas sobre si, por isso não estar indicado de forma facilmente visível. Algo que nos leva à questão seguinte: de que a existência destas etiquetas não é garantia de que as empresas estejam a dizer a verdade. Uma app pode dizer que só recolhe uma coisa e que não partilha esses dados, e na verdade recolher muito mais informação e estar a vender isso a dezenas de empresas de tracking.

As etiquetas acabam por ser apenas tão válidas quanto a confiança que acharem que o developer que criou a app merece.

08/07/2021

08/07/2021

Apps na Play Store roubavam password do Facebook

Foram descobertas nove apps na Google Play Store, descarregadas milhões de vezes, que se dedicavam a roubar a password do Facebook dos utilizadores. 

A Google já removeu as apps da Play Store, que usavam uma técnica bastante curiosa para se apoderarem dos dados de acesso do Facebook dos utilizadores. As apps aliciam os utilizadores a fazerem login no Facebook como forma de fazer desaparecer a publicidade nas apps, opção que seguramente a maioria dos utilizadores consideraria atractiva. O problema é que, em vez de se limitar a fazer a associação ao utilizador Facebook, estas apps espiavam o nome e password, que depois era enviado para os atacantes.

As apps com este novo tipo de spyware incluíam uma app chamada PIP Photo, com quase 6 milhões de downloads; a app Processing Photo, com mais de 500 mil downloads; e outras como Rubbish Cleaner, Inwell Fitness, Horoscope Daily, App Lock Keep, Lockit Master, Horoscope Pi, e App Lock Manager.

Não há dúvida de que esta era realmente uma técnica original e, mais preocupante, com grandes probabilidades de apanhar vítimas. Bem sabemos como muitas apps abusam da publicidade; e a perspectiva de conseguir usar a app sem publicidade, em troca de uma associação ao Facebook, é algo que seria fácil de justificar.

Neste caso, fica também demonstrado que não é pelo facto de uma app ter, literalmente, milhões de downloads que isso também possa ser visto como uma garantia de segurança.
27/05/2021

27/05/2021

Nova vaga de apps na Play Store a expor dados dos utilizadores


Dados pessoais de 100 milhões de utilizadores foram expostos por apps disponíveis na Google Play Store. 


Investigação da Check Point Research (CPR), área de Threat Intelligence da  Check Point® Software Technologies Ltd. , fornecedor líder global de soluções de cibersegurança, revela que mais de 100 milhões de utilizadores tiveram os seus dados expostos por programadores de aplicações móveis.

 

Depois de examinar 23 aplicações móveis para Android disponíveis na Google Play Store, a CPR viu inúmeros programadores de aplicações a utilizarem indevidamente serviços cloud de terceiros, tais como bases de dados em tempo real, gestores de notificações e armazenamento cloud. A utilização indevida resultou na exposição de dados não só dos próprios programadores, como dos utilizadores das apps. Entre as informações expostas incluíam-se e-mails, mensagens de chat, localização, palavras-passe, fotografias, entre outros.

 

Má configuração de bases de dados em tempo-real

Uma base de dados em tempo-real está em constante funcionamento e atualização, ao contrário da informação que é, por exemplo, armazenada num disco. Os programadores de aplicações dependem de bases de dados em tempo-real para armazenar dados na cloud. A CPR conseguiu aceder com sucesso a informações sensíveis de bases de dados em tempo-real de 13 aplicações para Android, com 10 000 a 10 milhões de downloads. Se um agente malicioso obtivesse acesso aos mesmos dados extraídos pela CPR, poderia levar a cabo uma série de ataques, como fraude, roubo de identidade ou o chamado service-swipe, tática em que se procura aceder a outras plataformas com os dados obtidos para um serviço.

 

Três exemplos de aplicações vulneráveis encontradas na Google Play Store:

 

Nome da App

Descrição

Dados extraídos

Nº de Downloads

Astro Guru

App de astrologia, horóscopo e leitura de mãos

Nome, data de nascimento, género, localização, e-mail e detalhes de pagamento

10 milhões

T’Leva

App de táxis

Registo de mensagens entre condutores e passageiros, bem como os nomes completos dos utilizadores, números de telefone e as localizações de viagem (de partida e destino)

50,000

Logo Maker

Design gráfico grátis e templates de logotipos

E-mail, palavra-passe, nome de utilizador, ID de utilizador

10 milhões

 

Chaves de serviços de notificações push integradas nas apps

Os programadores precisam de enviar notificações push para interagir com os utilizadores. A maioria dos serviços de notificações push requer uma chave para reconhecer a identidade do remetente do pedido. A CPR encontrou estas chaves incorporadas em várias aplicações. Apesar das informações dos serviços de notificações push não serem sempre sensíveis, a possibilidade de enviar notificações em nome do programador é mais do que suficiente para atrair agentes maliciosos.

 

Chaves de armazenamento Cloud integradas nas apps

O armazenamento Cloud em aplicações móveis é uma solução simples para aceder a ficheiros partilhados tanto pelo programador, como pela aplicação instalada. A CPR encontrou aplicações na Google Play cujas chaves de encriptação da Cloud foram expostas. Abaixo, dois exemplos:

 

Nome da App

Descrição

Dados extraídos

Nº de Downloads

Screen Recorder 

Utilizada para gravar o ecrã do dispositivo e guardar as gravações num serviço Cloud

Acesso às gravações guardadas

+ de 10 milhões

iFax

Envia e recebe faxes através do telefone gratuitamente

Transmissões de fax armazenadas

500,000

 

A maioria das apps que analisámos ainda estão a expor dados neste momento. Em última análise, as vítimas tornam-se especialmente vulneráveis a roubos de identidade, phishing e vários outros vetores de ataque. A última investigação da Check Point revela uma realidade preocupante, onde os programadores das aplicações colocam em risco não só os seus dados, mas os dos próprios utilizadores,” começa por dizer Aviran Hazum, Manager of Mobile Research da Check Point SoftwarePor não terem seguido as melhores práticas aquando da configuração e integração de serviços cloud terceiros nas suas aplicações, dezenas de milhões de dados de utilizadores privados foram expostos. Esperamos que a nossa investigação incentive a comunidade de programadores a ser extra cuidadosa com a forma como usam e configuram este tipo de serviços. Para resolver o problema, os programadores têm agora de passar a limpo as suas aplicações à procura das vulnerabilidades que demos a conhecer.”

 

A CPR contactou a Google e cada um dos programadores responsáveis pelas aplicações antes da divulgação da presente investigação e uma das aplicações alterou as suas configurações. Para mitigar os riscos descritos, a CPR recomenda a instalação de uma solução móvel de defesa que consiga detetar e responder a uma variedade de ataques diferentes, fornecendo, ao mesmo tempo, uma experiência de utilização simples e acessível.