22/09/2017

22/09/2017

Google compra parte da HTC - que planos terá a Google em carteira?


No seguimento da hipótese que foi avançada no início do mês, chegou agora a confirmação oficial: a Google comprou parte da divisão de smartphones da HTC, pela astronómica quantia de 1.1 mil milhões de dólares, coisa pouca, portanto.


Para a Google, este negócio é apresentado como sendo uma parceria estratégica, que vem reforçar a sua aposta no hardware, mas que por outro lado também pode ser visto como um "gesto de amizade" a um parceiro de longa data - não sendo necessário relembrar que foi a HTC que lançou o primeiro smartphone Android no mercado, há quase uma década atrás.

A HTC, herdeira do historial da QTEK, era então um dos principais fabricantes, mas ao longo dos anos não conseguiu manter a sua posição face aos concorrentes. A passagem do mercado Windows Mobila para o Android não correu da forma que os seus fãs por certo desejavam. Actualmente nem está no top 10 dos fabricantes de smartphones, onde se encontram marcas como a Samsung, Huawei, Xiaomi, Vivo e ZTE. A ofensiva de pequenas marcas chinesas só veio agravar a situação e as perspectivas para que regressasse aos tempos de glória não eram as melhores - o que não deixa de ser um pouco estranho, pois a HTC tem mostrado ao longo dos anos capacidade para produzir produtos de qualidade.

A "parceria" acaba por ser de interesse para a Google, que nesta fase tem feito uma maior aposta na produção de hardware próprio, ao contrário do que acontecia na altura da aquisição da Motorola, e onde o principal interesse foi ficar com as patentes que a marca detinha. Com esta aquisição, a Google garante acesso directo a toda uma linha de produção e especialistas com anos de experiência para o fabrico dos seus futuros produtos (sem esquecer que a HTC já fez os Pixel do ano passado e também um dos Pixel 2,  que será revelado no próximo mês - com o outro a ser fabricado pela LG).

Tendo em conta que os Pixel não apresentam a marca do fabricante, fica no ar o que irá acontecer à marca HTC. Será que vamos assistir a um processo semelhante ao da Nokia, com um grupo externo a fabricar novos equipamentos sob a marca HTC?

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