24/10/2017

24/10/2017

Ecrã POLED do Pixel 2 XL sofre de burn-in?


A aposta da Google nos novos ecrãs POLED da LG continua a ser alvo de críticas, desta vez com relatos de que o ecrã já sofre de burn-in com apenas uma semana de utilização.

Não é segredo que a LG tem recebido fortes pressões por parte dos seus clientes para acelerar a produção de ecrãs OLED para smartphones, para evitar a dependência excessiva na Samsung como fornecedor deste importante componente. No entanto, parece que as "pressas" se estão a fazer ressentir, e logo no mais recente e dispendioso topo de gama da Google: o Pixel 2 XL.

O ecrã OLED (POLED por usar um substrato plástico) do Pixel 2 XL já tinha sido alvo de críticas em termos de uniformidade de cor e luminosidade, que se tornam mais visíveis quando existem grandes áreas com uma só cor.

[à esquerda: Pixel 2 com OLED Samsung - à direita: Pixel 2 XL com POLED LG]


A isso juntam-se outras críticas, como a variação de cor até em coisas tão "simples" como os icons na barra de estado no topo, onde icons brancos podem adoptar tonalidades diversas.


E agora... os relatos de burn-in, em que símbolos como os da barra de navegação começam a ficar "queimados" no ecrã após uma única semana de utilização normal, e que aparentemente já estarão a ser alvo de investigação por parte da Google.

O efeito de burn-in nos OLED não é novo, e a própria Samsung já passou por essa fase há alguns anos, enquanto ia melhorando o seu processo de fabrico. A questão é que já muito se evoluiu desde essa fase, ao ponto de fazer com os utilizadores esperem que os smartphones com ecrã OLED sejam garantia de qualidade - e ainda mais quando se trata de um topo de gama que custa perto de 1000 euros.

A decisão da Google usar um ecrã POLED da LG no Pixel 2 está a fazer-nos retroceder alguns anos, até aos tempos em que nos tínhamos que preocupar com a qualidade e longevidade dos ecrãs OLED. O que, por um lado, é natural - considerando que se trata de um processo novo para a LG, que até aqui se tinha dedicado aos ecrãs OLED para os televisores (usando outro processo de fabrico) - mas por outro lado não será muito natural para quem tiver pago o valor elevado pedido por um Pixel 2 XL, e depois ser confrontado diariamente com cores alteradas, fundos manchados, e botões e icons queimados no ecrã.


Publicado originalmente no AadM

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