25/02/2018

25/02/2018

Nokia 3 - o início da segunda vida da Nokia



Há um ano atrás, estávamos nós em Barcelona para visitar o MWC e ficar a conhecer as grandes novidades do sector Mobile. A HMD aproveitou este conceituado evento, para apresentar os seus novos smartphones em solo Europeu, tendo esta aventura começado com os Nokia 3, 5 e 6.

A aposta foi bastante contida, com os Nokia 5 e 6 a serem dirigidos à gama média e o Nokia 3 a fazer a ponte entre esta última e a gama de entrada. A HMD decidiu não arriscar em demasia, tendo apostado em apresentar modelos com uma base sólida, que ofereciam uma plano de continuidade, herdando algumas das linhas que marcaram os últimos smartphones que a Nokia havia lançado no mercado.



Este aspecto foi mais visível no Nokia 3, onde o corpo em plástico fazia lembrar alguns dos equipamentos que a marca Finlandesa comercializou.

O Nokia 3



Em termos de hardware, a HMD optou por uma proposta low cost, adequada ao segmento de mercado a que o smartphone se destinava. Processador Mediatek MT6737, um Quad-core Cortex-A53 a 1.4 GHz, 2GB de RAM e 16GB para armazenamento, câmaras de 8MP à frente e atrás, e um ecrã HD de 5". Em termos de software, a HMD apostou num Android 7 Nougat sem modificações, facto que naturalmente se saúda.



Dentro caixa, além do smartphone, encontramos a documentação de referência, carregador e cabo USB, auriculares e o clip para instalação dos cartões SIM e microSD.


Na frente, em cima, a câmara, sensores e grelha para a coluna de som. Em baixo, os botões capacitivos, que infelizmente não são retro-iluminados, o que obriga a que o utilizador saiba sempre onde está a carregar.



Do lado esquerdo, os slots para os cartões, do direito, os botões de volume, e power, a baixo destes.



Na extremidade superior, o jack de 3,5mm para saída de som, em baixo, uma grelha para a outra coluna, porta ainda microUSB e um microfone.


Na traseira, temos a câmara e por baixo desta, o flash. O sensor de impressão digital não faz parte das especificações deste smartphone.


Pese embora estejamos na presença de um smartphone low cost, a HMD não fez grandes poupanças em termos de qualidade dos materiais. O ecrã com acabamento 2,5D aparece em perfeita harmonia com o corpo em metal e mesmo a traseira em plástico, acaba por não destoar muito, devido a apresentar uma elevada rigidez, que confere robustez ao conjunto.


Em funcionamento


A utilização deste Nokia 3 fica marcada por dois aspectos, o processador MediaTek e a versão do Android, que a HMD escolheu para os smartphones lançados neste seu primeiro ano de mercado. Ao não sobrecarregar Android como modificações com utilidade questionável, a HMD possibilita ao utilizador uma experiência de utilização sem atrasos.

Outra situação que merece destaque, é a garantia que estes smartphones de "1ª geração" vão receber a actualização para o Android 8 Oreo e no próximo ano, para o Android P. Este tipo de suporte é verdadeiramente exemplar e será por certo um argumento de peso para quem dê particular importância ao facto de ter um Android actualizado.


 Em termos de desempenho, não podemos contar com uma performance de topo, pois o hardware é limitado, Contudo, o mesmo não compromete, permitindo uma utilização sem atrasos. Quase tudo se passa de forma fluída, com excepção da instalação de aplicações. O armazenamento apresenta uma velocidade de escrita algo lenta, pelo que quando recorrerem ao mesmo, terão de esperar um pouco mais do que seria desejável.


A câmara


8MP não podem oferecer milagres. A câmara cumpre os serviços mínimos, com uma boa reprodução de cor. O detalhe é aceitável, desde que em zonas com boa iluminação.



Em termos de interface, temos um layout bastante simples, mas suficiente para fotografar ou filmar, que no caso deste Nokia 3, está limitado a 720p@30fps.


Apreciação final



Este Nokia 3 foi uma excelente aposta por parte da HMD para a gama de entrada. É um equipamento que faz a ponte entre este segmento e a gama média, sendo uma boa proposta para quem pretende um smartphone com boa qualidade de construção, um desempenho sem quebras e um preço simpático.

Tem como grande bandeira o Android, mais propriamente a sua actualização. Vai receber em breve o Android 8 Oreo, e em 2019, o Android P, algo que muitos topo de gama de outras marcas não terão direito.

Com um preço na casa dos 130€, é uma opção segura para quem pretende um smartphone de baixo custo.

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