02/01/2019

02/01/2019

Antevisão do ano do mercado mobile - o que esperar de 2019?


Encerrado 2018, é tempo de abordar o novo ano. Há muito que se espera pela chegada dos ecrãs flexíveis, com esta novidade a poder revolucionar o mercado dos smartphones, como actualmente o conhecemos.


O formato rectangular pode passar a ser uma coisa do passado, com a imaginação do designer a ser o limite. A Samsung tem sido uma marca que frequentemente tem apresentado novidades neste campo dos ecrãs dobráveis, não tendo contudo ainda colocado um produto no mercado. Esta demora tem dado tempo a outras marcas para trabalharem nas suas propostas, com o pelotão de pesos pesados a já terem dado mostras de não quererem ficar para trás, nesta corrida aos ecrãs flexíveis.

Houve já mesmo quem tivesse apresentado um smartphone com esta característica. A Rouyu Technology não perdeu tempo a apresentar um ecrã dobrável, que no entanto não está isento de falhas. Sendo a primeira versão deste tipo de produto, é normal que tal possa acontecer, mas nunca na dimensão que este smartphone apresenta, onde o ecrã fica vincado, sendo estas marcas visíveis quando aberto.

Com o MWC à porta, fica a dúvida se a Samsung irá correr o risco de ofuscar o Galaxy S10, com o novo smartphone flexível. Tendo em conta que a marca Sul Corena está a apostar todas as suas fichas no lançamento do próximo Galaxy, é de crer  que o ecrã flexível fique reservado para mais tarde, quem sabe numa altura em que uma das suas concorrentes apresente um novo produto. Ficam assim no ar as dúvidas sobre quais as novidades que a Samsung terá reservado para o seu Galaxy S10.

A Huawei deverá mais uma vez deixar passar o MWC, reservando o novo P30 (?) para um evento a ter lugar algures em Março. Com o Galaxy S10 já no mercado, caberá ao novo topo de gama da Huawei, a missão de o fazer esquecer. Para esse efeito, a marca chinesa vai apostar no Kirin 980, que deverá vir acompanhado de um ecrã OLED mais eficiente que o apresentado no Mate 20 Pro, permitindo assim melhorias significativas na autonomia. As câmaras serão por certo um elemento em destaque, com a Huawei a ter de se superar a si própria, apresentado um smartphone capaz de bater o P20 Pro a todos os níveis.

A HMD é outra das marcas que tem dado que falar nesta área da fotografia. Depois de recuperar a parceria com a Zeiss, aguarda-se agora pela apresentação do Nokia 9 PuereView, que deverá chegar com 5 câmaras, uma novidade no mundo mobile. É certo que quantidade não é sinónimo de qualidade e a Google tem mostrado isso mesmo, ao não embarcar nesta corrida às multi-câmaras no smartphone, mas para a HMD apostar neste formato, por certo que terá um produto de excelência entre mãos. Pelo menos, assim se espera.

A OnePlus continua a não ter uma concorrência directa muito forte, pelo que basta não meter os pés pelas mãos, para que 2019 seja um bom ano. Há no entanto que ter um conta o historial da marca, pelo que é bem possível que o bom trabalho com o OnePlus 6T, acabe por ser mal aproveitado.

Se for esse o caso, a Xiaomi poderá ter a vida facilitada para o Pocophone 2, um dos directos rivais dos smartphones da OnePlus. O preço poderá continuar a ser a sua grande vantagem, resta saber se a Xiaomi continuará apostada nesta estratégia, ou se terá outra carta na manga.

O preço é a grande incógnita no que à Asus diz respeito. Depois de cumprir a sua promessa e lançar o ZenFone 5Z a 499€, há nesta altura uma dúvida para esclarecer. Irá a Asus manter a aposta num preço competitivo, ou irá a marca de Taiwan regressar aos preços "premium" que praticou em anos anteriores?

A ex-espanhola BQ passou para as mãos de um grupo Vietnamita, que passou a deter 51% da empresa. Inteligência Artificial e a Internet das Coisas são duas áreas em que a "nova" BQ vai apostar, não se sabendo ainda, qual o futuro reservado para os smartphones Aquaris.

Alcatel, Wiko e TP-Link, irão cada uma à sua maneira, tentar conquistar uma importante fatia do mercado low-budget, área que continua a ter uma elevada procura no nosso país.

Para último ficam as históricas LG e Sony, onde a incerteza é palavra de ordem. Na sua essência, está lá quase tudo, falta um click para voltarem a apresentar produtos capazes de cativar a atenção das massas.

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