27/09/2019

27/09/2019

Segurança online dos mais pequenos em discussão



Hoje em dia é habitual ver uma criança com um telemóvel na mão. Há muito que os PCs deixaram de ser a ferramenta de eleição para acesso à net, com os equipamentos móveis a recolherem a preferência de miúdos e graúdos. Esta diversificação de equipamentos, acaba por ter reflexo na forma como os mais jovens acedem à internet, sendo que os pais podem não estar a dedicar a devida atenção a este assunto.



Embora 84% dos pais estejam preocupados com a segurança dos filhos na Internet, estes passam, em média, apenas 46 minutos a conversar sobre o assunto, durante toda a sua infância. Esta é a principal conclusão do último estudo da Kaspersky, conduzido pela empresa Savanta, que destaca ainda que a maioria (58%) gasta menos de 30 minutos a discutir o tema com os filhos – o equivalente a metade do tempo de uma aula escolar.

Sendo o acesso à Internet cada vez mais ilimitado, crescem as preocupações dos pais com a segurança online dos seus filhos. A pesquisa da Kaspersky, que contou com a colaboração de quase 9.000 pais de 20 países em todo o mundo, responsáveis por crianças entre os sete e os 12 anos, revelou que 9 em cada 10 possui um tablet ou smartphone com ligação à Internet nestas idades.


Neste sentido, 64% dos pais concorda que os seus filhos passam demasiado tempo na Internet, o que não só significa não beneficiarem de outras atividades próprias da infância, devido ao tempo que perdem colados aos ecrãs, como estarem continuamente expostos a diversos riscos. Entre as ameaças online mais perigosas, os educadores identificam como principais o conteúdo nocivo, de cariz sexual e violento (27%), o risco de exposição ao vício na Internet (26%) e mensagens anónimas ou conteúdos que os incentive a experimentar ações violentas ou inadequadas (14%).

Photo by Daria Nepriakhina on Unsplash

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