23/05/2020

23/05/2020

China prepara resposta ao bloqueio imposto pelos EUA


A campanha anti-Huawei dos EUA prepara-se para subir de tom, e a China já começou a dar sinais de que isso dará lugar a retaliações em medida idêntica contra empresas norte-americanas.


Os EUA prolongaram o bloqueio à Huawei por mais um ano, e em cima disso querem aumentar ainda mais as restrições, impedindo que a empresa chinesa e suas associadas tenham acesso a componentes e chips com origem nos EUA. Uma medida que complicaria ainda mais à vida à Huawei, que já tem sofrido bastante com a impossibilidade de adicionar as apps da Google aos seus smartphones - e que poderá por em risco muitos dos seus sectores de actividade, até mesmo para produtos que se destinassem exclusivamente ao seu mercado natal.

No entanto, quer seja esse o efeito pretendido por Trump ou não, estas restrições começam a tornar-se demasiado incomodativas, ao ponto de darem lugar a ameaças de retaliação. A China já começou a dizer que caso estas medidas avancem contra a Huawei e outras (como a ZTE), também eles serão forçados a reavaliar a relação com diversas empresas norte-americanas, como a Apple, Qualcomm, Cisco, e Boeing. Empresas que neste momento também têm forte dependência no mercado chinês, e que se fossem "bloqueadas" iriam sentir isso de forma bem dura.

Escusado será dizer que ninguém ficará a ganhar no caso de uma "guerra comercial mundial". No entanto, em ano de eleições nos EUA, esta é uma polémica que poderá encaixar perfeitamente na campanha de Donald Trump, permitindo sinalizar a China como sendo o "inimigo", e assim até distrair de todas as questões de ligações à Rússia que, por muito demonstradas que sejam, parecem continuar a não surtir qualquer efeito "prático".

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