O ZenFone 5(Z) elevou claramente a fasquia de qualidade dos smartphones da Asus. Design elegante, hardware de elevado desempenho, associados a um preço ultra competitivo, fizeram deste smartphone, um dos mais bem sucedidos terminais de 2018.
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16/06/2019
Análise ao ZenFone 6 da Asus
O ZenFone 5(Z) elevou claramente a fasquia de qualidade dos smartphones da Asus. Design elegante, hardware de elevado desempenho, associados a um preço ultra competitivo, fizeram deste smartphone, um dos mais bem sucedidos terminais de 2018.
16/04/2019
Análise à Wetek Air
A Wetek é uma marca com créditos firmados no mercado, tanto a nível nacional como internacional, e temos tido o privilégio de acompanhar a evolução da marca ao longo dois últimos anos, sendo por isso interessante analisar o seu percurso no mundo das box Android
A Wetek Play (2014) foi o primeiro produto a chegar ao mercado e desde logo se destacou pela qualidade dos acabamentos, bem diferente daquilo que era habitual na armada de box chinesas low cost (onde o preço era o grande argumento de venda). Além do Android, tinha a particularidade de também poder correr OpenELEC, o que permitia aumentar a versatilidade da box. Seguiu-se a Wetek Core (2015) que, ao contrário da Play, não suportava a instalação de um sintonizador, mas graças ao upgrade de hardware constituía-se como um equipamento indicado para reproduzir conteúdos multimédia. Em 2016, a Wetek apostou forte, com o lançamento de três novas boxes: Wetek Play 2, Wetek Play 2S e a Wetek Hub, embora só duas delas tenham sido disponibilizadas no nosso país.
A Wetek Play 2 era a sucessora natural da Play, apresentando a mesma qualidade nos acabamentos e um conjunto de acessórios melhorado. O comando sofreu uma alteração, deixando de disponibilizar a função "air mouse" algo que na altura já apontava para o rumo que a marca pretendida seguir, apostando numa interface navegável com as teclas de direcção (cima/baixo/direita/esquerda). A Wetek Hub foi pensada para substituir a Wetek Core. Era o tipo de equipamento que facilmente conseguia captar a atenção do consumidor, fruto das dimensões compactas que oferecia. O suporte para conteúdos H265 e uma interface renovada (também utilizada na Wetek Play 2), eram outros dos trunfos deste equipamento.
Foi preciso esperar por 2019, para ficar a conhecer a nova box da Wetek, que mais uma vez aposta num modelo que permite (opcionalmente) utilizar um sintonizador, para visualização de conteúdos via cabo, digital ou satélite.
A Wetek Air
A qualidade do empacotamento continua a ser um dos destaques nos produtos da Wetek. A box surge protegida por uma secção de espuma, com a tampa da caixa a abrir para trás. No período de pré-venda, a marca disponibilizou 400 box numeradas, com cada uma delas a fazer-se acompanhar de um cartão de boas vindas, assinado pelo CEO da empresa.
Num segundo plano, por baixo da box, encontramos os acessórios, também eles devidamente empacotados e devidamente alojados, noutra secção de espuma.
Dentro da caixa do produto, vão encontrar a box, o comando (infelizmente sem a funcionalidade "air mouse"), um cabo HDMI e o carregador, que se apresenta com duas tomadas, a nacional e utilizada no Reino Unido.
Mais uma vez, houve uma atenção aos detalhes, com os cabos a apresentarem o logótipo da marca e uma banda de aperto, também ela com a designação da marca. São pequenos pormenores que elevam a imagem de qualidade do produto, tornando o primeiro contacto muito agradável.
Uma referência ainda para o carregador. A ficha que liga à tomada é removível, com a marca a fornecer dois tipos de fichas. Não sendo algo que se utilize todos os dias, pode dar jeito se levarem a box para outro país (neste caso, Reino Unido).
A box é também ela um exemplo de bom design, com uma linha em azul (vá, podia ser vermelha :) ) a separar duas secções, uma delas perfurada para melhor ventilação do equipamento, visto este não incluir qualquer elemento activo para dissipação do calor.
Na frente apenas o botão de power, com a já referida linha a dividir as duas áreas.
À esquerda, um slot para instalação de um cartão microSD, algo que poderá ser útil para expandir o armazenamento uma que é algo limitado. De salientar que a instalação do cartão pode oferecer alguma dificuldade, senso necessário pressionar o mesmo até que este esteja totalmente no interior da box.
O lado direito não apresenta ligações, sendo perfurado (tal como o esquerdo) para melhorar a circulação de ar no equipamento.
A parte inferior, também ela perfurada, tem dois apoios com borracha para dar estabilidade e aderência à box.
A traseira é o centro de todas as ligações. Da direita para a esquerda, temos a entrada para a alimentação, porta HDMI, saída de som óptica, porta de rede, duas portas USB 2.0 e um slot para instalar o sintonizador (opcional).
Em utilização
Comecemos pelo comando, o elo de ligação à consola. É através deste acessório que vamos controlar a Wetek Air. Tem um formato bastante ergonómico, ajustando-se perfeitamente à mão.

O polegar fica logo por cima do botão central, que se encontra dentro de um circulo que alberga as teclas de cursor (cima/baixo/esquerda/direita). Toda a navegação é feita com recurso a estas quatro teclas, com o botão central a materializar a acção pretendida.
Para o bem e para o mal, é com este comando que temos interagir com a box. Se utilizarmos a Wetek Air apenas para visualização de conteúdos multimédia, toda a interface do Android TV, como a aplicação WeTV, estão devidamente preparadas para disponibilizar uma navegação rápida e muito simples de utilizar. Outro aspecto a ter em conta, é o facto de o comando não disponibilizar a funcionalidade "air mouse", o que em determinadas situações, vai dificultar a utilização da box. Se estiverem a considerar utilizar aplicações que necessitem deste sistema de navegação, o mais recomendável será optar pela utilização de um segundo comando.
Android TV - conteúdos à distancia de dois clicks
O próprio Google Play está adaptado à navegação com o cursor e a possibilidade de utilizar o reconhecimento de voz (em Português!) para introduzir os termos a pesquisar, torna tudo muito mais simples.
No entanto, não é preciso sair do Google Play para que os problemas se comecem a fazer notar. A lista de jogos e aplicações Android TV disponíveis é bastante limitada (face às apps Android "normais"), o que dificulta a vida a quem pretender instalar algumas das suas apps favoritas. A solução pode passar pela instalação das apps por métodos alternativos.
Quem assim pretender, pode utilizar um programa como o Apk Extractor para exportar as aplicações do smartphone ou tablet para um cartão SD. Com o gestor de ficheiros, acedem ao cartão SD, instalam as apps desejadas e resolvem a primeira parte do problema.
A grande maioria das apps instaladas desta forma não vai ficar disponível na interface do Android TV. Para acederem às mesmas, terão de ir às Definições-Apps-Apps instaladas e abrir a app desejada. Pouco prático, mas melhor que não ter essa possibilidade.
Quem pretender ficar com a vida um pouco mais facilitada, pode seguir as sugestões que apresentámos num artigo dedicado a este tema. Instalando a App SideLoad passam a contar com uma forma simples e prática para aceder às aplicações que não forem apresentadas no menu do Android TV.
O gestor de ficheiros Total Commander não aparece como sendo compatível com o Android TV, pelo que teve de ser instalado manualmente. Curiosamente, após instalado, aparece no menu das aplicações, algo que não acontece com outras aplicações que foram instaladas da mesma forma.
WeTV - um exemplo a seguir pelos operadores
Tendo em conta que este é um equipamento vocacionado para a visualização de conteúdos multimédia, a Wetek disponibiliza uma aplicação que integra vários serviços, como são o caso do IPTV e TV por Satélite/Cabo.
Para adicionarem novos canais, basta seguirem o guia que a marca disponibiliza no seu site, o qual explica passo a passo, as acções que terão de levar a cabo para executar esta tarefa. Não que a mesma seja complicada, apenas fica mais simples com esta ajuda.
A interface da aplicação WeTV é simples e prática de utilizar, estando muito bem conseguida em termos gráficos. À esquerda temos a lista de fontes de conteúdos, à direita as configurações. Tudo mais uma vez acessível com as teclas de cursor do comando.
Comparando esta interface com a disponibilizada nas box dos operadores, ficamos mais uma vez com a confirmação que os nossos operadores apostam em produtos da "idade da pedra", lentos, complicados de utilizar. É uma situação que já não é nova, basta olhar para as skins do Kodi para concluir exactamente a mesma coisa, o que acaba pode levantar a questão: quando é que vamos ter os operadores a apostarem numa interface mais simples, rápida e intuitiva?
A Wetek Air está preparada para reproduzir um alargado conjunto de conteúdos, suportando resoluções até 4K (60fps). Em termos de codecs, podem contar com MPEG2, MPEG4, RMVB, H.264, H.265, audio DTS e AC3 Dolby Digital 5.1, com a funcionalidade passthrough a poder ser via HDMI e Digital Optica, o que será por certo bem-vindo para quem utilizar um amplificador. A reprodução de conteúdos 4K no Youtube não ofereceu problemas, tanto via WiFi, como via Ethernet. Apenas se detectaram alguns atrasos com ficheiros H265 de elevado bitrate, algo de resto também acontece em outros equipamentos, como as SmartTV e a Mi Box da Xiaomi.
A (actual) grande lacuna desta Wetek Air está na ausência do suporte para as apps Netflix e Amazon Prime Video. Se a segundo ainda não tem grande peso no nosso país, o mesmo não se pode dizer da primeira. Contactámos a marca no sentido de esclarecer esta situação. Foi-nos comunicado que está em curso o processo de certificação junto das duas entidades, não havendo contudo uma data prevista para a disponibilização dos serviços Netflix e Amazon Prime Video na Wetek Air.
Apreciação final
A Wetek Air é a evolução natural da Wetek Play 2, apresentando-se com hardware e software renovado. A marca continua a manter-se fiel à sua política, preferindo apostar nos materiais, qualidade de construção e software, ao invés de enveredar por gigas de memória e Ghz no CPU que depois acabam por ficar limitados por uma má experiência de utilização.
O Android TV já está num estado de evolução que permite utilizar a box com apenas as teclas de cursor e o reconhecimento de voz acaba por ser um excelente complemento. Se necessitarem de utilizar um air mouse ou teclado, basta recorrer a uma das portas USB e ficam com a questão resolvida. A WeTV é um exemplo daquilo que os operadores poderiam/deveriam disponibilizar nos seus serviços de TV. Quem sabe se um dia não teremos as box Wetek a ser distribuídas pela MEO, Vodafone ou NOS.
Estamos na presença de um produto de grande qualidade, que acaba por ver a sua avaliação prejudicada pelo facto de ainda não disponibilizar suporte para os serviços Neflix e Amazon Prime. É certo que o utilizador tem sempre alternativas como o Youtube (4K) e a reprodução de conteúdos locais com aplicações como o Kodi ou VLC, mas esta lacuna é imperdoável. Por esta razão e nesta altura, não podemos recomendar esta Wetek Air a quem procura uma box para ver os conteúdos destes serviços.
A Wetek Air acaba assim por sair desta análise com "apenas" um distinto quente, esperando-se naturalmente que a breve prazo possa ver resolvidas as questões de certificação que estão em curso. A box está disponível online, com um preço de 119€ para a versão sem sintonizador e 129€, caso optem por este último instalado de origem.
Wetek Air
Quente
Prós
- Qualidade dos acabamentos
- Android TV / WeTV
- Reconhecimento de voz
Contras
- Não suporta Netflix nem Amazon Prime Video
- Instalação do cartão MicroSD
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29/06/2018
Análise ao Motorola Moto G6
A Motorola está oficialmente de volta ao nosso país e neste seu regresso ao mercado nacional, apresenta-se com aqueles que têm sido os seus grandes trunfos no segmento mobile, o Moto G e Moto E.
Foi precisamente este Moto G, que teve o condão de revolucionar o mercado, levando à criação do segmento de gama média. As restantes marcas demoraram a apresentar as suas propostas, o que permitiu à Motorola manter a liderança da gama média, que só viria ser discutida dois anos mais tarde, aquando do lançamento do Moto G3. Foi precisamente nesta altura, que a Motorola voltou a não ter representação oficial em Portugal, tendo os consumidores que recorrer a lojas da especialidade, para adquirir os smartphones da marca.
Estamos em 2018 e o mítico Moto G já vai na sua sexta versão, será que continua a dominar o mercado? É precisamente isso que vamos avaliar nesta análise.
O Moto G6
Os tempos são outros e o design e materiais utilizados no Moto G6 reflectem isso mesmo. A Motorola, agora sobre os comandos da Lenovo, mostra estar atenta às novas tendências (goste-se ou não das mesmas...) e aposta num smartphone de fino recorte, de onde se estaca a traseira em vidro com protecção Gorilla Glass 3. O vidro apresenta uma curvatura nas laterais, que lhe permite um casamento harmonioso com o bloco de metal, que dá estrutura ao smartphone.
A traseira é dominada pela área circular que rodeia as câmaras, imagem de marca dos smartphones da Motorola. Não estando em causa o seu aspecto estético, acaba por ser um factor negativo, pois é a zona de contacto, quando poisamos o smartphone. No caso deste Moto G6, temos uma dupla câmara traseira e um flash sobre as mesmas. Um pouco mais a baixo, o logótipo da Motorola e na zona inferior um microfone extra, para cancelamento de ruído.
É um smartphone inegavelmente muito bonito, mas incapaz de resistir às dedadas, muito menos a uma inesperada queda, pelo que a utilizaç
ao de uma capa é altamente recomendável. Esta última também vai resolver a questão da saliência que o smartphone apresenta na zona das câmaras, sendo mais um ponto a favor da utilização desta protecção. Tendo em conta o meu historial, foi precisamente o que fiz desde o momento que o tirei da caixa, para análise.
Na frente, em cima, o flash frontal, sempre útil para as selfies nocturnas, coluna de som e a câmara frontal. De referir, que esta é a única coluna disponível, sendo utilizada tanto para chamadas, como para reprodução do som de jogos e conteúdos multimédia.
Ainda na frente, mas em baixo, um microfone e o sensor de impressão digital, bastante delgado, o que pode obrigar a um período inicial de habituação, para se perceber qual a melhor forma para colocar o dedo sobre o mesmo.
À direita, os botões de volume e power, em cima o slot para os cartões e um microfone e em baixo, o jack de 3,5mm e uma porta USB tipo C.
O slot para os cartões, tem a particularidade de permitir a instalação em simultâneo de dois cartões SIM e um cartão microSD, algo que não é muito comum ver-se hoje em dia num smartphone.
Em termos de hardware, este Moto G6 apresenta um processador Snapdragon 450, um Octa-core a 1.8 GHz, com GPU Adreno 506, 3GB de RAM e 32GB para armazenamento, expansível através de um cartão microSD, ecrã de 5,7" com 424ppp e 1080 x 2160 pixels, numa relação 18:9. A bateria tem 3000mAh e suporta carregamento rápido. As câmaras traseiras têm 12 MP (f/1.8) + 5 MP (f/2.2), a frontal 8MP (f/2.2). De referir ainda a presença de rádio FM e NFC e ausência de suporte para WiFI ac.
Software
Este Moto G6 segue uma linha há muito definida pela Motorola, um Android (8.0 Oreo) sem grandes modificações, ao que se junta um conjunto de software, que nesta altura talvez comece a pecar por excessivo.
A aplicação Moto é o centro nevrálgico de todas as funcionalidades que a marca disponibiliza nos seus equipamentos Android. Está dividida em duas secções: sugestões e funcionalidades.
A primeira, tem como objectivo informar o cliente sobre a melhor forma para tirar partido das inúmeras opções que são colocadas ao seu dispor. Para esse efeito, a Motorola disponibiliza um conjunto de imagens, acompanhadas de texto, que explicam o funcionamento de cada funcionalidade. De salientar, que o menu de notificações também é utilizado pela marca para informar o utilizador sobre a existência destas opções, facto que será por certo útil para todos aqueles que estão menos familiarizados com os smartphones da Motorola.
No separador das funcionalidades, encontramos 4 opções:
- Moto Key - para gestão de passwords
- Moto Actions - controlo do smartphone através de gestos
- Moto Display - opções "extra" para configuração do ecrã
- Moto Voice - o assistente da Motorola
As Moto Actions acabam por ser a opção mais interessante, fruto do leque de possibilidades que apresenta, Este conjunto de ferramentas disponibilizado pela Motorola, tem como intuito facilitar/melhorar a experiência de utilização do smartphone. Encontramos, entre outras, a captura do ecrã com o deslizar de três dedos sobre o mesmo, a diminuição da área para apresentação da imagem, para facilitar o controlo com apenas um mão e o virar do ecrã para baixo, por forma a silenciar as notificações.
O sensor de impressão digital, colocado na frente do equipamento, permite outro tipo de utilizações que não possíveis (ou práticas), quando colocado na traseira do smartphone. Para quem goste de navegar através de gestos, a Motorola disponibiliza o "One Button Nav".
Utilizando o sensor de impressão digital, o utilizador pode voltar ao ecrã principal, voltar atrás, abrir as aplicações recentes, bloquear o ecrã e chamar o Google Assistant. É um sistema de controlo interessante, mas que obriga a alguma habituação, sobretudo na pressão que é necessário efectuar no sensor, para obter a funcionalidade pretendida. Nada que um dia ou dois de prática não resolvam com facilidade.
Em utilização
Os benchmarks estão longe de surpreender, mas esse também não é o objectivo da Motorola, ao apostar no Snapdragon 450, um irmão próximo do Snapdragon 625, se bem que com uma redução na velocidade de funcionamento do cores A53 (1.8GHz vs 2.0GHz no 625) e no processador de imagem, algo mais limitado. Quem pretender um desempenho extra na gama média-baixa, deverá olhar para o Moto G6 Plus, que apresenta um Snapdragon 630.
O A1 SD Bench decidiu não cooperar. O estranho é que resolveu fazê-lo nos 5 smartphones que estou a testar. Procurei perceber porque é que o valor da escrita não passava para o relatório final, mas ainda não consegui descobrir a razão para esta anomalia. Assim sendo, ficamos apenas com os resultados do AndroBench, que registou 237MB/s em leitura e 118MB/s em escrita (sequencial).
Estes resultados estão em linha com o esperado para este hardware, sendo garante de uma experiência de utilização sem compromissos, não havendo lugar a paragens ou soluços. Ficam contudo algo a dever, face a outras ofertas existentes no mesmo segmento de mercado.
Neste campo, uma palavra ainda para o ecrã, com os 424 pixels por polegada a permitirem uma imagem muito nítida, o que contribui decisivamente para uma experiência de utilização muito agradável.
O Moto G6 apresenta um sistema de carregamento rápido, denominado TurboPower, capaz de permitir a carga do equipamento até 15W. O carregador de origem disponibiliza três relações de carregamento, 5C/3A, 9V/1,6A e 12V/1,2A. Na imagem em cima, temos o Moto G6 a ser carregado a 4,79V/2,78A, através da porta power delivery de um carregador Anker.
A câmara
O software da câmara aparece muito bem apetrechado, com opções para todos os gostos. A interface é simples e clara, com uma fila de ícones à esquerda ( modo automático/manual, fotografias activas, temporizador, flash e modo HDR. À direita, três ícones, para acesso ao vídeo, fotografia e modos de fotografia/vídeo:- retrato, imagens com o fundo desfocado
- recorte, para substituir o fundo da imagem
- destaque de uma cor
- panorama
- scan de texto
- face filters - "caras engraçadas"
- câmara lenta
- timelapse
Para quem goste de fazer umas brincadeiras com os amigos, os face filters podem dar origem a fotografias engraçadas, para partilharem nas redes sociais.
A inteligência artificial está na ordem do dia, sendo por isso alvo de atenção por todas as marcas. A Motorola não foge a esta regra e apresenta uma funcionalidade que promete reconhecer objectos e edifícios que estejam a fotografar, oferecendo informações com apenas um click (no ícone apresentado na primeira imagem em cima). No caso em questão, a smart camera detectou uma flor com pétalas lilás, que era efectivamente o que estava a ser fotografado.
Nos outros testes que efectuei, esta câmara acabou por se revelar menos inteligente, não sendo capaz de identificar o logótipo de outra marca. Segundo o que consegui apurar, a detecção de objectos não apresenta a mesma eficácia que a fotografia de monumentos, pelo que o melhor será utilizarem esta funcionalidade apenas para estes últimos.
A câmara já contava com suporte (beta) para o Google Lens, mas a última actualização trouxe a versão final desta funcionalidade, que também serve para identificar o que está na imagem, sendo capaz de reconhecer texto e objectos. Para tira-teimas , o Google Lens não teve dúvidas na identificação do logótipo. ;)
O sistema de focagem automático não é dos mais rápidos, mas compensa com o facto de ser eficaz, pelo menos na grande maioria das vezes. Quando não o for, têm sempre o modo manual como alternativa, que foi precisamente o que fiz quando tentava fotografar a flor lilás apresentada na imagem em cima.
Em ambientes bem iluminados, a dupla câmara traseira consegue bons resultados, mas o modo automático tem tendência para iluminar em demasia o fundo, pelo que por vezes terão de ajustar a manualmente a exposição. À noite, a qualidade da fotografia baixa substancialmente, com a imagem a apresentar falta de detalhe, mal se faça zoom na imagem.
Apreciação final
A Motorola está oficialmente de volta a Porugal e regressa em grande, com um excelente produto para atacar o mercado, no segmento de preço entre os 200 e os 300€. É certo que este Moto G6 (249€) não vai ter a vida facilitada, pois os tempos são outros e ao contrário do que aconteceu com o Moto G e Moto G2, há outros excelentes produtos, no mesmo segmento de preço.
Contudo, este Moto G6 tem argumentos para se bater com os seus rivais directos. Apresenta o desempenho equilibrado, que sempre caracterizou a série Moto G, acrescentando-lhe um rol de funcionalidades extra, que normalmente só estávamos habituados a ver nos equipamentos topo de gama. Este valor acrescentado do software, acaba por compensar as limitações do hardware, quando comparado com outras ofertas disponíveis no mercado.
A dupla câmara traseira é capaz de proporcionar bons resultados e pese embora a smart camera fiquem aquém do esperado. Espera-se no entanto, que uma actualização de software, possa melhorar a detecção de objectos.
É por isso merecedor de um prestigiado quente.
Moto G6

Prós
- Qualidade de construção
- Funcionalidades "extra"
Contras
- Câmara pouco smart


























































































