29/01/2017

29/01/2017

Huawei Mate 9 visto à lupa do AadM


O ano de 2016 correu particularmente bem à Huawei, tendo a marca chinesa ficada muito próximo do seu objectivo em termos de smartphones expedidos. O alvo estava nos 140 milhões, e o resultado final ficou a apenas um milhão de atingir este valor, algo que terá deixado os responsáveis da marca satisfeitos, representando um aumento de 29% face ao ano anterior.

O Mate 9 chegou no final do ano e serviu para a Huawei apresentar um conjunto de novidades bastante interessante, uma delas até diga-se que inesperada. Com este smartphone chegou também a renovada interface EMUI, agora na versão 5.0. A Huawei apresentava até então algumas funcionalidades interessantes e igualmente úteis, mas a sua interface estava longe de acompanhar o restante software e acabava por prejudicar a avaliação final dos equipamentos, onde o design e qualidade de construção apresentavam já níveis de excelência. As alterações foram de tal forma significativas que justificaram a elaboração de um artigo dedicado ao tema, razão pela qual não serão abordadas nesta análise.

Passemos então ao...

Huawei Mate 9


Além da interface, o Mate 9 apresentou outra novidade - de alguma forma já esperada, pois faz parte da política que a marca tinha vindo a aplicar nos últimos anos - lançando um novo processador com o seu phablet. O Mate 9 chega com um Kirin 960, que representa um marco na história desta linha de processadores. O Kirin 950 utilizava uma arquitectura com núcleos Cortex A72, que no caso do Kirin 960 foram substituídos por núcleos Cortex A73, os quais são baseados num novo desenho (Cortex A17), que oferece um melhor desempenho e menor consumo energético. O GPU também sofreu uma evolução, sendo esta ainda mais importante que a do CPU, pois a arquitectura Bifrost além de uma nova nomenclatura (Mali-G71), oferece um desempenho significativamente melhor e mais eficiente.

A acompanhá-lo temos 4GB de RAM, 64GB para armazenamento e um slot para um cartão microSD. O ecrã de 5,9" tem resolução Full HD com 373ppp. A versão Porsche Edition (e o Mate 9 Pro) tem um ecrã de 5,5" com resolução 1440 x 2560 (534ppp).

Tal como no Huawei P9, também aqui temos uma dupla câmara traseira (20MP monocromático + 12MP RGB) f/2.2, desenvolvida em parceria com a Leica, com estabilização de imagem, dual flash, focagem automática e zoom híbrido até 6x. A câmara frontal tem 8MP, f/1.9. Por baixo das câmaras traseiras encontramos o sensor de impressão digital.


A evolução registada desde o Mate original até este Mate 9 é, como não poderia deixar de ser, visível em todos os aspectos. A Huawei apresenta um design e qualidade construção de excelente nível, hardware de topo, onde num modelo de luxo não falta um ecrã QHD. Soube ouvir os utilizadores, revolucionando a sua interface EMUI, que acaba por beber o melhor do Android, ao que junta funcionalidades com valor acrescentado para o utilizador, isto sem contudo ser intrusiva.

Fruto das suas 5,9" e de um preço na casa dos 700 euros este Huawei Mate 9 não será um smartphone para todas as pessoas, mas quem procurar um ecrã de grandes dimensões e estiver disposto a pagar o preço da qualidade, encontrará neste phablet uma das melhores - se não a melhor - opção do momento.

Podem ler a análise na sua íntegra no AadM

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