Em Portugal, a Vodafone conquistou o primeiro lugar,
onde seus clientes conseguiram uma Qualidade Consistente
Excelente (QCE) em
81,2% do tempo. Os índices de QCE para MEO e NOS foram menores, mas ainda acima
de 70%. Embora a Vodafone também tenha conquistado o primeiro lugar em Qualidade Consistente Básica (QCB) a
competição foi muito mais próxima: a Vodafone obteve um resultado de 97,0%,
enquanto a MEO ficou a menos de um ponto percentual atrás, seguida pela NOS com
94,5%.
Quando comparamos QCB
de Portugal com a vizinha Espanha, observamos que esta última registrou um
percentual de 97,0%, em comparação com os 95,9% de Portugal. Isso significa
que, na grande maioria das vezes, os consumidores de ambos países podem usar
suas redes para serviços básicos, como streaming de vídeo em SD ou navegação
nas mídias sociais.
A Vodafone registou a taxa de download média mais
rápida em Portugal, com 15,2 Mbps, seguida pela NOS (10,6 Mbps) e MEO em
terceiro lugar (9,9 Mbps). Em relação à taxa de upload, as diferenças foram um
pouco menos acentuadas, com a Vodafone em primeiro lugar (6,8 Mbps), NOS em
segundo (5,9 Mbps) e MEO em terceiro (4,6 Mpbs).
Em Portugal, os clientes da Vodafone passam
proporcionalmente mais tempo em uma conexão 4G, 77,0% do tempo. Os clientes da
NOS ficam em segundo lugar, enquanto a MEO foi a única operadora no relatório a
ter assinantes que passam menos de 70% do tempo em uma conexão 4G.
Leandro Demarchi, diretor comercial da Tutela no sul
da Europa, disse que “As redes portuguesas apresentaram resultados
impressionantes para ambos tipos de Qualidade Consistente (Excelente e Básica), apenas um pouco atrás dos resultados da
Espanha. No entanto, métricas subjacentes, como taxa de downloads e tempo gasto
em 4G, mostram que ainda há espaço para melhorias em todas as operadoras
portuguesas. Estamos ansiosos para ver as melhorias que o investimento contínuo
em 4G (e as implantações iniciais de 5G) podem oferecer. ”
Quando se trata de utilização do espectro, as
operadoras usam uma mistura de espectro de 800 MHz e 1800 MHz para lidar com a
maioria do tráfego de dados. As redes também usam uma mistura de espectro de
banda alta de 2100 MHz e 2600 MHz para ajudar em áreas densamente povoadas.
Todas as operadoras têm 20 MHz de espectro de 800 MHz disponível para 4G.
Utilizar este limite de banda com mais intensidade pode criar problemas de
capacidade e congestionamento; às operadoras que conseguem diversificar sua
utilização do espectro acabam com uma rede mais equilibrada. Em Portugal, a MEO
é a única operadora a usar 2100 MHz e 2600 MHz para uma proporção significativa
de seu tráfego. O Relatório está disponível para acesso no portal da Tutela: https://www.tutela.com/blog/spain-portugal-state-of-mobilenetworks
2019?hs_preview=LvYJwOgY-12999929310.