Depois de vários anos sem smartphones que verdadeiramente cativassem o público (para além do Razr dobrável), a Motorola apresenta um topo de gama digno desse nome e capaz de atrair as atenções: o novo Edge+.
Depois do célebre pedido de remoção de um teardown ao Galaxy Fold, desta vez é a Motorola a ficar mal vista ao pressionar o iFixit a não analisar um Razr com ecrã dobrável que se descolou aparentemente sem explicação.
O Moto Razr acabou de ficar disponível em alguns mercados e os relatos de problemas no sistema de flexão já estão estão a começar a atormentar a Motorola. O Galaxy Fold teve de ser alvo de uma intervenção à ultima hora, para corrigir falhas no seu sistema de dobragem do ecrã, algo que parece também já estar a afectar o novo smartphone dobrável da Motorola.
A icónica gama Moto G acaba de receber dois novos elementos, com o Moto G Sylus a vir acompanhado do Moto G Power, com o nome do smartphone a dar destaque a um dos principais argumentos do equipamento.
O novo Razr pode ser um dos smartphones mais atractivos do momento com ecrã dobrável, mas quem comprar deverá estar mentalizado para que este modelo não será fácil de reparar.
Numa altura em que a necessidade de separar o lançamento do Galaxy Note do Galaxy S é cada vez mais questionada, não deixa de ser curioso o facto de existir a possibilidade de haver mais marcas a apostar numa caneta para acompanhar o smartphone.
Não que a SPen esteja em causa, bem pelo contrário. O lançamento de um inesperado Galaxy Note10 Lite veio confirmar isso mesmo, com a Samsung a querer levar o "estilete" a um leque mais alargado de utilizadores. Ao lançar um Galaxy Note (Lite), mas com especificações mais modestas, a Samsung abre as portas da SPen ao mercado de gama média, que face ao elevado custo do Note10, se via impossibilitado de aceder às funcionalidades que a caneta oferece.
Não será por isso de estranhar, que outras marcas a procurem a sua sorte neste segmento de mercado. Segundo o homem forte dos leaks, a Motorola está a preparar o lançamento de um smartphone que se fará acompanhar de uma caneta, para interacção com o mesmo. Atendendo ao design do smartphone, é de esperar que este seja um equipamento de gama média, pois a Motorola tem por hábito reservar os smartphones com margens reduzidas para este segmento de mercado.
Com o MWC2020 à porta, em bem possível que a Motorola esteja a preparar a apresentação deste smartphone para este evento, que terá lugar já no final do próximo mês. Resta saber o preço do smartphone e sobretudo, quais as funcionalidades que a utilização da caneta permitira, factor crucial para o sucesso do equipamento.
A Samsung parece estar preocupada com o interesse gerado em torno do novo Motorola Razr, e apressa-se a dizer que também terá um smartphone dobrável com formato idêntico em breve.
A Motorola já revelou o muito aguardado novo Razr, que mantém o formato dobrável associado a estes modelos, mas agora com a novidade de também contar com o ecrã dobrável.
A Motorola não quer ficar para trás nos smartphones com ecrãs dobráveis, e as imagens daquele que será a nova geração dos (em tempos) populares Razr já estão a circular pela internet.
Os tempos são outros, mas o Moto G continua a ter um papel importante na forma como funciona a gama média dos smartphones. Estamos já na sétima geração, longe por isso do mítico Moto G, mas a marca agora nas mãos da Lenovo, continua a apostar forte no segmento intermédio, tendo hoje apresentado 4 novos modelos.
A Motorola foi uma das marcas que teve o cuidado de anunciar o plano para a actualização dos seus smartphones. É certo que apenas apresentou um reduzida lista de equipamentos, mas nada melhor que avançar com aquilo que se pode cumprir, deixando as indefinições a aguardar melhor oportunidade.
A série Moto G pode já não gozar do domínio que em tempos deteve na gama média, mas continua a apresentar produtos bastante interessantes, que conseguem ser competitivos com a proposta da concorrência.
Depois de uma primeira informação bastante vaga, a Motorola volta ao assunto, anunciando quais os smartphones que vai actualizar para o Android 9 Pie recentemente apresentado pela Google. Ficamos assim a saber que os Moto G5 e G5 Plus lançados no primeiro trimestre de 2017, acabam assim por correr o risco de receber apenas uma grande actualização.
A Motorola ainda resistiu algum tempo, mas lá acabou por lançar um smartphone com um notch. O novo Motorola P30 foi apresentado na China, com preços entre os $300 e os $360, valores algo elevados para um gama média no território chinês.
A Google antecipou-se e acabou por apresentar o Android 9 Pie mais cedo do que aquilo que era esperado, tendo assim dado início formal à longa e dura batalha pelas actualizações. A BQ já veio a público divulgar quais os smartphones que vai actualizar para o Android 9, tendo a Sony feito o mesmo para os modelos que seleccionou para este efeito.
Com o poder de processamento dos smartphones a ser cada vez maior, é normal que se pense em outro tipo de utilizações, diferentes daquelas que habitualmente temos em mente para este tipo de equipamento. A Samsung e A Huawei já permitem ligar os seus topo de gama a um monitor ou TV, mas, a utilidade do conjunto, ainda deixa muito a desejar em termos de produtividade.
O Android Go começa a despertar a atenção das grandes marcas, havendo já no mercado propostas da Nokia e Alcatel. A Samsung parece estar a estudar este assunto e a Motorola não quis perder mais tempo e apresentou o Moto E5 Play Android Go Edtion.
Neste seu regresso ao mercado nacional, a Motorola apresentou-se com 5 novos smartphones: Moto G6, G6 Plus e G6 Play (disponível apenas num operador nacional) e os Moto E5 e E5 Plus. Curiosamente, esta série Moto E5 conta ainda com mais uma versão, o Moto E5 Play, equipamento que não está a ser comercializado no nosso mercado. É precisamente este Moto E5 Play que serve de base ao primeiro smartphone Android Go da Motorola, o Moto E5 Play Android Go Edition.
Além das vantagens de um Android sem modificações e aplicações pré-instaladas, a Motorola destaca ainda o ecrã de 5,3", com relação 18:9 e um sensor de impressão digital, na traseira do equipamento, no local onde se encontra o logótipo da marca. A câmara traseira tem 8MP, a frontal 5MP e vem acompanhada de um flash. O processador Snapdragon da série 400, deverá ver a memória reduzida para apenas 1GB , dado que esta é uma limitação imposta pela própria Google. Já o armazenamento, deverá manter-se nos 16GB, expansível através de um cartão microSD.
A disponibilidade ainda não foi avançada, mas já se conhece o preço recomendado para este Moto E5 Play Android Go Edtion: 109€.
A Motorola está oficialmente de volta ao nosso país e neste seu regresso ao mercado nacional, apresenta-se com aqueles que têm sido os seus grandes trunfos no segmento mobile, o Moto G e Moto E.
Foi precisamente este Moto G, que teve o condão de revolucionar o mercado, levando à criação do segmento de gama média. As restantes marcas demoraram a apresentar as suas propostas, o que permitiu à Motorola manter a liderança da gama média, que só viria ser discutida dois anos mais tarde, aquando do lançamento do Moto G3. Foi precisamente nesta altura, que a Motorola voltou a não ter representação oficial em Portugal, tendo os consumidores que recorrer a lojas da especialidade, para adquirir os smartphones da marca.
Estamos em 2018 e o mítico Moto G já vai na sua sexta versão, será que continua a dominar o mercado? É precisamente isso que vamos avaliar nesta análise.
O Moto G6
Os tempos são outros e o design e materiais utilizados no Moto G6 reflectem isso mesmo. A Motorola, agora sobre os comandos da Lenovo, mostra estar atenta às novas tendências (goste-se ou não das mesmas...) e aposta num smartphone de fino recorte, de onde se estaca a traseira em vidro com protecção Gorilla Glass 3. O vidro apresenta uma curvatura nas laterais, que lhe permite um casamento harmonioso com o bloco de metal, que dá estrutura ao smartphone.
A traseira é dominada pela área circular que rodeia as câmaras, imagem de marca dos smartphones da Motorola. Não estando em causa o seu aspecto estético, acaba por ser um factor negativo, pois é a zona de contacto, quando poisamos o smartphone. No caso deste Moto G6, temos uma dupla câmara traseira e um flash sobre as mesmas. Um pouco mais a baixo, o logótipo da Motorola e na zona inferior um microfone extra, para cancelamento de ruído.
É um smartphone inegavelmente muito bonito, mas incapaz de resistir às dedadas, muito menos a uma inesperada queda, pelo que a utilizaç
ao de uma capa é altamente recomendável. Esta última também vai resolver a questão da saliência que o smartphone apresenta na zona das câmaras, sendo mais um ponto a favor da utilização desta protecção. Tendo em conta o meu historial, foi precisamente o que fiz desde o momento que o tirei da caixa, para análise.
Na frente, em cima, o flash frontal, sempre útil para as selfies nocturnas, coluna de som e a câmara frontal. De referir, que esta é a única coluna disponível, sendo utilizada tanto para chamadas, como para reprodução do som de jogos e conteúdos multimédia.
Ainda na frente, mas em baixo, um microfone e o sensor de impressão digital, bastante delgado, o que pode obrigar a um período inicial de habituação, para se perceber qual a melhor forma para colocar o dedo sobre o mesmo.
À direita, os botões de volume e power, em cima o slot para os cartões e um microfone e em baixo, o jack de 3,5mm e uma porta USB tipo C.
O slot para os cartões, tem a particularidade de permitir a instalação em simultâneo de dois cartões SIM e um cartão microSD, algo que não é muito comum ver-se hoje em dia num smartphone.
Em termos de hardware, este Moto G6 apresenta um processador Snapdragon 450, um Octa-core a 1.8 GHz, com GPUAdreno 506, 3GB de RAM e 32GB para armazenamento, expansível através de um cartão microSD, ecrã de 5,7" com 424ppp e 1080 x 2160 pixels, numa relação 18:9. A bateria tem 3000mAh e suporta carregamento rápido. As câmaras traseiras têm 12 MP (f/1.8) + 5 MP (f/2.2), a frontal 8MP (f/2.2). De referir ainda a presença de rádio FM e NFC e ausência de suporte para WiFI ac.
Software
Este Moto G6 segue uma linha há muito definida pela Motorola, um Android (8.0 Oreo) sem grandes modificações, ao que se junta um conjunto de software, que nesta altura talvez comece a pecar por excessivo.
A aplicação Moto é o centro nevrálgico de todas as funcionalidades que a marca disponibiliza nos seus equipamentos Android. Está dividida em duas secções: sugestões e funcionalidades.
A primeira, tem como objectivo informar o cliente sobre a melhor forma para tirar partido das inúmeras opções que são colocadas ao seu dispor. Para esse efeito, a Motorola disponibiliza um conjunto de imagens, acompanhadas de texto, que explicam o funcionamento de cada funcionalidade. De salientar, que o menu de notificações também é utilizado pela marca para informar o utilizador sobre a existência destas opções, facto que será por certo útil para todos aqueles que estão menos familiarizados com os smartphones da Motorola.
No separador das funcionalidades, encontramos 4 opções:
Moto Key - para gestão de passwords
Moto Actions - controlo do smartphone através de gestos
Moto Display - opções "extra" para configuração do ecrã
Moto Voice - o assistente da Motorola
As Moto Actions acabam por ser a opção mais interessante, fruto do leque de possibilidades que apresenta, Este conjunto de ferramentas disponibilizado pela Motorola, tem como intuito facilitar/melhorar a experiência de utilização do smartphone. Encontramos, entre outras, a captura do ecrã com o deslizar de três dedos sobre o mesmo, a diminuição da área para apresentação da imagem, para facilitar o controlo com apenas um mão e o virar do ecrã para baixo, por forma a silenciar as notificações.
O sensor de impressão digital, colocado na frente do equipamento, permite outro tipo de utilizações que não possíveis (ou práticas), quando colocado na traseira do smartphone. Para quem goste de navegar através de gestos, a Motorola disponibiliza o "One Button Nav".
Utilizando o sensor de impressão digital, o utilizador pode voltar ao ecrã principal, voltar atrás, abrir as aplicações recentes, bloquear o ecrã e chamar o Google Assistant. É um sistema de controlo interessante, mas que obriga a alguma habituação, sobretudo na pressão que é necessário efectuar no sensor, para obter a funcionalidade pretendida. Nada que um dia ou dois de prática não resolvam com facilidade.
Em utilização
Os benchmarks estão longe de surpreender, mas esse também não é o objectivo da Motorola, ao apostar no Snapdragon 450, um irmão próximo do Snapdragon 625, se bem que com uma redução na velocidade de funcionamento do cores A53 (1.8GHz vs 2.0GHz no 625) e no processador de imagem, algo mais limitado. Quem pretender um desempenho extra na gama média-baixa, deverá olhar para o Moto G6 Plus, que apresenta um Snapdragon 630.
O A1 SD Bench decidiu não cooperar. O estranho é que resolveu fazê-lo nos 5 smartphones que estou a testar. Procurei perceber porque é que o valor da escrita não passava para o relatório final, mas ainda não consegui descobrir a razão para esta anomalia. Assim sendo, ficamos apenas com os resultados do AndroBench, que registou 237MB/s em leitura e 118MB/s em escrita (sequencial).
Estes resultados estão em linha com o esperado para este hardware, sendo garante de uma experiência de utilização sem compromissos, não havendo lugar a paragens ou soluços. Ficam contudo algo a dever, face a outras ofertas existentes no mesmo segmento de mercado.
Neste campo, uma palavra ainda para o ecrã, com os 424 pixels por polegada a permitirem uma imagem muito nítida, o que contribui decisivamente para uma experiência de utilização muito agradável.
O Moto G6 apresenta um sistema de carregamento rápido, denominado TurboPower, capaz de permitir a carga do equipamento até 15W. O carregador de origem disponibiliza três relações de carregamento, 5C/3A, 9V/1,6A e 12V/1,2A. Na imagem em cima, temos o Moto G6 a ser carregado a 4,79V/2,78A, através da porta power delivery de um carregador Anker.
A câmara
O software da câmara aparece muito bem apetrechado, com opções para todos os gostos. A interface é simples e clara, com uma fila de ícones à esquerda ( modo automático/manual, fotografias activas, temporizador, flash e modo HDR. À direita, três ícones, para acesso ao vídeo, fotografia e modos de fotografia/vídeo:
retrato, imagens com o fundo desfocado
recorte, para substituir o fundo da imagem
destaque de uma cor
panorama
scan de texto
face filters - "caras engraçadas"
câmara lenta
timelapse
Para quem goste de fazer umas brincadeiras com os amigos, os face filters podem dar origem a fotografias engraçadas, para partilharem nas redes sociais.
A inteligência artificial está na ordem do dia, sendo por isso alvo de atenção por todas as marcas. A Motorola não foge a esta regra e apresenta uma funcionalidade que promete reconhecer objectos e edifícios que estejam a fotografar, oferecendo informações com apenas um click (no ícone apresentado na primeira imagem em cima). No caso em questão, a smart camera detectou uma flor com pétalas lilás, que era efectivamente o que estava a ser fotografado.
Nos outros testes que efectuei, esta câmara acabou por se revelar menos inteligente, não sendo capaz de identificar o logótipo de outra marca. Segundo o que consegui apurar, a detecção de objectos não apresenta a mesma eficácia que a fotografia de monumentos, pelo que o melhor será utilizarem esta funcionalidade apenas para estes últimos.
A câmara já contava com suporte (beta) para o Google Lens, mas a última actualização trouxe a versão final desta funcionalidade, que também serve para identificar o que está na imagem, sendo capaz de reconhecer texto e objectos. Para tira-teimas , o Google Lens não teve dúvidas na identificação do logótipo. ;)
O sistema de focagem automático não é dos mais rápidos, mas compensa com o facto de ser eficaz, pelo menos na grande maioria das vezes. Quando não o for, têm sempre o modo manual como alternativa, que foi precisamente o que fiz quando tentava fotografar a flor lilás apresentada na imagem em cima.
Em ambientes bem iluminados, a dupla câmara traseira consegue bons resultados, mas o modo automático tem tendência para iluminar em demasia o fundo, pelo que por vezes terão de ajustar a manualmente a exposição. À noite, a qualidade da fotografia baixa substancialmente, com a imagem a apresentar falta de detalhe, mal se faça zoom na imagem.
Apreciação final
A Motorola está oficialmente de volta a Porugal e regressa em grande, com um excelente produto para atacar o mercado, no segmento de preço entre os 200 e os 300€. É certo que este Moto G6 (249€) não vai ter a vida facilitada, pois os tempos são outros e ao contrário do que aconteceu com o Moto G e Moto G2, há outros excelentes produtos, no mesmo segmento de preço.
Contudo, este Moto G6 tem argumentos para se bater com os seus rivais directos. Apresenta o desempenho equilibrado, que sempre caracterizou a série Moto G, acrescentando-lhe um rol de funcionalidades extra, que normalmente só estávamos habituados a ver nos equipamentos topo de gama. Este valor acrescentado do software, acaba por compensar as limitações do hardware, quando comparado com outras ofertas disponíveis no mercado.
A dupla câmara traseira é capaz de proporcionar bons resultados e pese embora a smart camera fiquem aquém do esperado. Espera-se no entanto, que uma actualização de software, possa melhorar a detecção de objectos.